Bebê de dois meses morre com sinais de agressão em Sinop; pais são detidos por homicídio culposo
Um bebê de apenas dois meses de vida foi levado já sem sinais vitais à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Menino Jesus, localizada em Sinop, a 481 quilômetros de Cuiabá, no estado de Mato Grosso. O caso, registrado como homicídio culposo e maus-tratos, resultou na detenção dos pais da criança, um homem de 39 anos e uma mulher de 34 anos.
Chamado da polícia e relato médico
De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 3h20 da madrugada, após o médico plantonista da unidade de saúde relatar a entrada de um bebê em óbito. O profissional de saúde informou aos militares que o corpo do recém-nascido já apresentava rigidez cadavérica, um indicativo claro de que a morte teria ocorrido aproximadamente duas horas antes da chegada à UPA.
Essa informação contradiz a versão inicial apresentada pelo pai, que alegou que o falecimento havia acontecido poucos minutos antes do deslocamento até a unidade de saúde. A discrepância temporal levantou suspeitas imediatas entre os profissionais médicos e as autoridades policiais.
Sinais de agressão e versões conflitantes
Diante das inconsistências no relato, a equipe médica realizou uma avaliação mais detalhada e minuciosa no corpo do bebê. Durante o exame, foram constatados sinais evidentes de possíveis agressões físicas, incluindo um afundamento na região do crânio e marcas visíveis nas costas da criança. Tais lesões sugerem violência e maus-tratos.
Os pais do bebê, quando interrogados, apresentaram versões diferentes e contraditórias sobre os eventos que levaram à morte do filho. A falta de coerência nos depoimentos, somada aos indícios físicos de agressão, fortaleceu as suspeitas das autoridades.
Detenção e investigação em andamento
Com base nas evidências coletadas, os pais foram imediatamente detidos no local e encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos formais. O caso agora será investigado em profundidade pela Polícia Civil de Sinop, que tem a missão de apurar se houve negligência grave, maus-tratos continuados ou outra forma de violência que possa ter resultado na morte prematura da criança.
A investigação buscará reconstituir os últimos momentos de vida do bebê, analisando todos os aspectos do ambiente familiar e as circunstâncias que cercam o trágico episódio. As autoridades reforçam o compromisso com a apuração rigorosa dos fatos para garantir que a justiça seja feita.



