Audiência de feminicídio em Campos tem duração prolongada e testemunhas ouvidas
A primeira audiência de instrução do processo que investiga o feminicídio de Amanda dos Santos Souza, uma jovem de 26 anos, foi realizada nesta quinta-feira, dia 5, no Fórum de Campos dos Goytacazes, localizado na região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro. A sessão judicial teve início por volta das 15 horas e se estendeu por aproximadamente duas horas e meia, marcando um momento crucial na busca por justiça para este caso trágico.
Testemunhas e provas apresentadas durante a audiência
Durante a audiência, foram ouvidas as primeiras testemunhas diretamente envolvidas no caso. Entre elas, destacam-se a mãe da vítima, um primo e duas primas de Amanda, que prestaram seus depoimentos perante as autoridades judiciais. Advogados de defesa e de acusação também tiveram a oportunidade de apresentar provas e outros elementos que integram o processo, contribuindo para a construção do quadro probatório.
Familiares de Amanda acompanharam de perto a movimentação no fórum, demonstrando apoio e esperança por um desfecho justo. No entanto, a sessão ocorreu a portas fechadas, sem acesso do público em geral ou da imprensa, conforme determinação legal para preservar a integridade do processo. Do lado de fora do tribunal, parentes manifestaram sua expectativa por justiça, expressando sentimentos de dor e anseio por respostas.
Detalhes do crime e confissão do acusado
O crime ocorreu em dezembro de 2025, quando Amanda foi brutalmente assassinada a pedradas dentro de sua própria residência. O principal suspeito é Diego Vitorino da Silva, ex-companheiro da vítima, com 29 anos de idade. Ele foi preso no dia seguinte ao homicídio e, segundo informações da polícia, confessou o crime durante os interrogatórios. Em sua declaração, Diego alegou ter agido motivado por ciúmes, após suspeitar de uma possível traição por parte de Amanda.
Próximos passos do processo judicial
Após a conclusão da audiência, o Tribunal de Justiça informou que a ata da sessão ainda não foi anexada ao processo, que está tramitando na 1ª Vara Criminal de Campos dos Goytacazes. O juiz responsável pelo caso vai analisar cuidadosamente todo o material apresentado durante a audiência, incluindo depoimentos e provas, para definir os próximos passos do processo.
Entre as possibilidades estão a realização de novas audiências para aprofundar a instrução do caso e a avaliação sobre a conveniência de encaminhar o processo a um júri popular, onde a sociedade poderá participar diretamente da decisão final. A expectativa é que a justiça seja feita de forma célere e eficaz, trazendo algum alívio para a família enlutada.



