Advogada denuncia assédio em hamburgueria em Sorocaba (SP)
Advogada denuncia assédio em hamburgueria em Sorocaba

Advogada relata caso de assédio em hamburgueria no interior de SP

Uma advogada de Sorocaba (SP) denunciou em suas redes sociais ter sido vítima de importunação sexual em uma hamburgueria da cidade, na quinta-feira (25). Sthefany Silva relata que um homem gravou seu corpo sem consentimento e acusa o estabelecimento de ter sido omisso e negligente na situação. O caso foi registrado na polícia, e a hamburgueria afirmou que repudia o ato e que está colaborando com as investigações.

O relato da vítima

No vídeo, a advogada conta que estava no caixa do estabelecimento quando foi alertada por outra cliente. “Uma moça se aproximou, bem nervosa, e disse que havia um homem me gravando dando zoom na minha bunda”, relata. Após o alerta, Sthefany confrontou o homem, que, segundo ela, já estava com o celular desbloqueado e com a câmera aberta. "Fui direto no homem e quando estava chegando ele já estava com o celular desbloqueado, na câmera, apontando para o ícone de álbum, tipo assim: 'pega e veja que eu não fiz nada', e isso foi uma atitude muito óbvia que sim, ele estava me filmando, principalmente pela reação dele, ele aparentou estar assustado com a situação, mesmo antes de eu falar qualquer coisa", lamentou.

Omissão e negligência do estabelecimento

A advogada afirma que, enquanto confrontava o homem, sua colega pediu ajuda aos funcionários do estabelecimento, mas não obteve apoio. “A Dra. Giovanna pedia para que os funcionários [...] acionassem a polícia, fizessem algo. Eu vi essa movimentação, e por isso eu não liguei imediatamente para o 190, esperava que os funcionários estivessem fazendo isso”, contou. Para Sthefany, a falta de ação da equipe demonstrou despreparo. "Foram omissos e negligentes, e isso tudo demonstra o total despreparo do estabelecimento para lidar com situações graves. A ausência da ação da equipe prolongou o meu constrangimento e a minha vulnerabilidade, permitindo que o agressor continuasse no estabelecimento, cercado de amigos, me intimidando com o olhar", completou a profissional.

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Protocolo Não Se Cale

Ao g1, Sthefany relatou que o gerente do estabelecimento entrou em contato com ela no sábado (23) para prestar apoio e que disponibilizaria as imagens das câmeras de segurança à polícia. "Ele me disse que a equipe recebeu orientação do Protocolo Não Se Cale", contou. O Protocolo Não Se Cale é uma iniciativa do Governo de São Paulo que obriga bares, restaurantes e casas de eventos a treinarem seus funcionários para identificar e agir em situações de risco, assédio ou violência contra mulheres.

Posicionamento do estabelecimento

Em nota, o OCA Burger informou que manifesta seu total repúdio a qualquer ato ofensivo contra a liberdade e intimidade da pessoa. "No caso citado, tão logo tomamos conhecimento dos fatos, já entramos em contato com a cliente, prestando nossa solidariedade e nos colocando a disposição das Autoridades Policiais para colaborar nas investigações", afirma a nota. Ainda de acordo com o estabelecimento. "Ao longo de mais de 10 anos de atividade, jamais enfrentamos episódio semelhante e, embora nossa equipe de gestão receba capacitação teórica constante, estaremos reforçando os treinamentos e adotando medidas para que situações como essa nunca mais se repitam. Assédio é crime e, de forma irrefutável, repudiamos tal ato", completa.

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