Suspeito de matar mulher trans em Feira de Santana se apresenta e é liberado
Suspeito de matar mulher trans é liberado após depoimento

Suspeito se apresenta à polícia e opta por silêncio

O homem suspeito de assassinar a mulher trans Jullyana Freitas Leite, de 40 anos, compareceu à Delegacia de Homicídios de Feira de Santana na quinta-feira, 15 de fevereiro, acompanhado de seu advogado. Durante o interrogatório, o indivíduo, que não teve a identidade divulgada, exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Após o depoimento, ele foi liberado, pois não havia mandado de prisão em aberto nem situação de flagrante que justificasse sua custódia.

Detalhes do crime ocorrido em janeiro

O homicídio aconteceu no dia 8 de janeiro, em uma casa localizada na Rua Los Angeles, no bairro Parque Getúlio Vargas. Jullyana alugava quartos do imóvel para atender clientes. Por volta das 20h, ela recebeu o suspeito. Após o programa sexual, o homem se recusou a pagar pelo serviço. Para garantir o pagamento, a vítima ficou com o celular do cliente, que saiu do local prometendo voltar com o dinheiro.

Contudo, a investigação aponta que, minutos depois, o suspeito retornou armado. Ele efetuou disparos contra Jullyana e fugiu em uma motocicleta. O corpo da vítima foi encontrado por volta das 22h. O celular do suspeito foi deixado no local e apreendido pela polícia, junto com dois aparelhos da vítima e um carro estacionado em frente à residência.

Investigações em andamento e próximos passos

A Polícia Civil informou que possui material probatório suficiente para dar continuidade ao inquérito policial, incluindo provas testemunhais. Diligências complementares estão sendo realizadas para a conclusão das investigações. A principal linha aponta que o crime foi motivado por uma desavença, iniciada pela recusa do pagamento.

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de Feira de Santana afirmou que acompanha o caso junto aos órgãos de segurança. Após a finalização do inquérito, o caso será encaminhado ao Poder Judiciário, que deverá analisar um eventual pedido de prisão preventiva do suspeito.