MPF arquiva denúncia inusitada sobre sósias de Lula usando IA na Presidência
MPF arquiva denúncia sobre sósias de Lula usando IA

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar, no final do ano passado, uma investigação baseada em uma denúncia anônima considerada totalmente inverossímil e sem fundamento. O caso girava em torno de uma acusação fantástica: a existência de sósias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuando no Palácio do Planalto.

O Conteúdo da Denúncia Fantástica

A representação anônima recebida pelo MPF descrevia um cenário digno de ficção científica. Segundo o documento, quatro ou cinco atores com aparências variadas estariam se fazendo passar pelo presidente da República para cometer atos de corrupção. A alegação mais surreal afirmava que, para completar a fraude, esses supostos sósias utilizariam "vozes implantadas e IA moderna" (inteligência artificial) para imitar Lula.

O promotor de Justiça Eleitoral responsável pelo caso foi taxativo em seu despacho. Ele destacou que a denúncia era "genérica" e imputava crimes de forma indistinta a uma série de pessoas, empresas e partidos políticos, sem apresentar qualquer prova ou elemento concreto. O relato, nas palavras do promotor, "não merece qualquer credibilidade" e estava "totalmente desprovido de fundamentação".

Arquivamento e Consumo de Recursos Públicos

Apesar do evidente absurdo, a representação demandou a abertura de um procedimento, o que consumiu tempo e recursos da instituição. O arquivamento ocorreu em 11 de janeiro de 2026, pondo fim a uma análise que, embora necessária do ponto de vista legal, tratava de uma teoria conspiratória sem pé nem cabeça.

O promotor fundamentou a decisão de arquivamento não apenas na falta de credibilidade da história, mas também na ausência total de documentos ou evidências anexadas pelo denunciante anônimo. A acusação carecia do mínimo necessário para justificar uma investigação séria por parte do Ministério Público Federal.

Um Episódio que Reflete o Cenário de Desinformação

Este caso curioso, embora encerrado, serve como um exemplo dos tipos de alegações infundadas que, por vezes, chegam aos órgãos oficiais. A menção ao uso de tecnologia de inteligência artificial para criar sósias presidenciais ilustra como narrativas fantasiosas podem se misturar a terminologias modernas para tentar ganhar uma aparência de plausibilidade.

O episódio foi registrado e tratado com a seriedade processual devida, mas sua conclusão reforça a importância do crivo técnico e legal das instituições para filtrar alegações que não possuem qualquer base factual, evitando que teorias da conspiração consumam esforços que deveriam ser direcionados a investigações reais e substantivas.