Rio apreende 920 fuzis em 2025, maior número desde 2007
Rio apreende 920 fuzis em 2025, recorde histórico

As polícias do Rio de Janeiro alcançaram um marco histórico no combate ao armamento pesado do crime organizado em 2025. De acordo com dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), foram apreendidos 920 fuzis ao longo do ano, o maior volume registrado desde o início da série histórica, em 2007.

Recorde de apreensões e cenário de guerra

O número impressionante representa um aumento de 25% nas apreensões em comparação com 2024. Somando todos os tipos de armamentos, o total chegou a 6.113 unidades apreendidas no estado, uma média de 16 por dia. O governador Cláudio Castro (PL) celebrou o resultado, mas fez um alerta grave sobre o poderio das facções.

“É impressionante que em um estado que não produz fuzis sejam apreendidas tantas armas de guerra”, afirmou Castro. O governador reforçou a necessidade de cooperação de outros entes federativos na fiscalização das fronteiras e de uma legislação mais rígida para conter o fluxo de armamentos.

Melhora em indicadores de crimes patrimoniais

O relatório do ISP também trouxe dados positivos em outras frentes. Houve uma redução significativa em vários crimes contra o patrimônio em 2025:

  • Roubo de veículos: queda de 18,4%, com 25.239 ocorrências (ante 30.930 em 2024).
  • Roubo de carga: redução de 9,4%, alcançando o melhor resultado desde 2011, com 3.114 registros.
  • Roubo de rua: recuo de 2,7%.

Além disso, as forças de segurança registraram 25.831 apreensões de drogas e a recuperação de 17.406 veículos no período.

Letalidade violenta permanece como desafio

Apesar dos avanços nas apreensões e na redução de alguns crimes, um dos principais termômetros da violência não apresentou melhora. A letalidade violenta se manteve praticamente estável, com um ligeiro aumento de 2%. Foram registrados 3.881 casos em 2025.

Os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) também ficaram estáveis, com uma pequena variação negativa de 0,7%: 3.084 ocorrências no ano passado, contra 3.106 em 2024.

Um dado que chamou atenção foi o aumento nas mortes decorrentes de intervenção policial. Em 2025, foram 797 casos, um crescimento de 13% em relação às 703 registradas no ano anterior. Este indicador inclui as 121 mortes ocorridas na operação nos complexos do Alemão e da Penha, considerada a mais letal da história do estado.

Os números revelam um cenário complexo para a segurança pública fluminense: enquanto a capacidade de apreensão de armas de guerra bate recordes e crimes patrimoniais recuam, os índices de violência letal seguem altos, demandando novas estratégias e políticas integradas.