O Ministério Público Federal (MPF) emitiu uma recomendação ao governo federal para que, no prazo de 45 dias, elabore o planejamento para a construção de um memorial em homenagem ao indigenista Bruno Pereira e ao jornalista Dom Phillips, ambos assassinados em 2022 na Amazônia. A medida atende a uma determinação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Organizações apoiam a recomendação
Além do MPF, assinam a recomendação entidades ligadas à causa indígena, como a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari, e organizações de defesa da liberdade de imprensa, como a Repórteres Sem Fronteiras e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). O documento ressalta que, em caso de descumprimento, o Brasil pode sofrer responsabilização internacional.
Localização do memorial
A definição do local exato do memorial caberá às famílias de Bruno Pereira e Dom Phillips. O MPF também recomendou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que inclua no Livro de Registro dos Lugares o local onde os dois foram assassinados, nas margens do Rio Itacoaí, no Vale do Javari, no Amazonas.
A recomendação reforça o compromisso com a memória das vítimas e com a defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa no país.



