Vigilância interdita parcialmente laboratório em Divinópolis por exames animais
Vigilância interdita parcialmente laboratório em Divinópolis

A Vigilância Sanitária interditou parcialmente as atividades do Laboratório Central em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A medida, tomada no dia 8 de abril de 2026, suspendeu a realização de análises clínicas em material biológico de origem animal e o procedimento de sangria terapêutica, por falta de autorização legal.

Entenda o caso

Segundo o médico-veterinário Rafael Pereira, ouvido pelo g1, os procedimentos em material de origem animal são exames essenciais para a saúde dos bichinhos. "São análises clínicas realizadas a partir de sangue, urina, fezes, tecidos ou fluidos, com o objetivo de diagnosticar doenças, monitorar tratamentos ou avaliar a saúde geral do animal", explicou. Já a sangria terapêutica, segundo ele, é uma coleta de sangue controlada para reduzir o hematócrito ou o ferro total, prevenindo eventos trombóticos.

Irregularidades apontadas

A Vigilância Sanitária constatou que o laboratório não possuía autorização para o manejo desses exames, com base na Resolução SES nº 9.423. As atividades suspensas incluem análises clínicas em material biológico animal, prática não permitida para Serviços de Exames de Análises Clínicas (EAC) tipo II, e a sangria terapêutica, sem previsão legal para estabelecimentos EAC tipo III. Segundo a Prefeitura, não há possibilidade de regularização dessas atividades dentro da legislação vigente.

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O que diz o laboratório

Em nota, o Laboratório Central informou que está realizando adequações em seu portfólio de serviços para renovação do alvará anual. "A partir desta data, deixaremos de realizar exames de origem veterinária e o procedimento de sangria terapêutica. Tais ajustes buscam o alinhamento estrito com as novas interpretações da legislação vigente", afirmou. O laboratório ressaltou que as demais atividades continuam operando normalmente, com todas as unidades aptas para exames de análises clínicas humanas.

Impacto da interdição

A medida atinge apenas os procedimentos considerados irregulares. As outras atividades do laboratório podem ser mantidas, desde que em conformidade com as normas sanitárias. A interdição parcial visa garantir a segurança e a legalidade dos serviços prestados à população.

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