O senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), fez um apelo aos parlamentares da oposição para que não transformem a votação em um ato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em discurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele afirmou que rejeitar o nome de Messias seria um golpe irreversível em sua carreira.
Apelo do relator
“Que Deus toque no coração de cada homem, cada mulher que vai ter direito ao seu voto secreto, com a sua consciência, para compreender que não se trata de derrotar o presidente Lula nessa votação. Quem quiser derrotá-lo, enfrentá-lo, vai poder fazê-lo em outubro, na urna”, declarou Weverton. Ele enfatizou que a sabatina não é o palco adequado para disputas políticas.
Consequências de uma rejeição
Segundo o senador, uma eventual derrota de Messias significaria o fim de sua trajetória como advogado-geral da União (AGU). “Não é justo encerrar a carreira de um jovem, como a dele, simplesmente porque queremos derrotar quem nós podemos enfrentar em um ringue próprio, que não é esse”, completou o relator, em tom de ponderação.
Weverton ainda destacou que Messias possui qualificação técnica e jurídica para ocupar a vaga no STF, e que sua aprovação é uma questão de mérito, não de alinhamento político. A oposição, no entanto, sinalizou que pode votar contra a indicação, citando divergências com o governo Lula.
A votação na CCJ está prevista para os próximos dias, e o placar ainda é incerto. O governo trabalha nos bastidores para garantir os votos necessários, enquanto a oposição busca unificar um bloco de rejeição.



