Na manhã desta segunda-feira (4), professores e pedagogos realizaram um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em Manaus. O ato ocorreu durante a sessão extraordinária que elegeu, por meio de eleição indireta, o novo governador e vice-governador do estado.
Reivindicações da categoria
A categoria reivindica reajuste salarial de 13%, aumento no auxílio-alimentação, pagamento de insalubridade, revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e manutenção do auxílio-transporte para docentes com mais de 60 anos.
Vanessa Antunes, diretora do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Sinteam), afirmou que o objetivo do protesto é pressionar o governo a abrir negociação com a categoria. “Aqui, na casa do povo, o povo não pode entrar. Vai ser feita uma eleição para escolher o governador até o fim do ano, mas nós não podemos participar. Não conseguimos lutar pelos nossos direitos”, declarou.
Datas-base atrasadas
A diretora lembrou que a data-base do governo está atrasada em diversas áreas, como educação e saúde. “Na segurança, há mais de quatro datas-base atrasadas e o pagamento só deve começar em novembro. Que negociação é essa?”, questionou.
Vanessa ressaltou que os trabalhadores desejam que o novo governador abra diálogo com a categoria. “Não estamos pedindo favor. Queríamos estar em nossos postos de trabalho, mas precisamos protestar debaixo de sol e chuva para garantir nossos direitos. A data-base de março já venceu e até hoje não houve negociação. Mais de 80% dos profissionais da educação são mulheres”, afirmou.



