Investigação da PF expõe vínculos de banqueiro com crime organizado
A mais recente fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, trouxe à tona as conexões da família com o jogo do bicho e a milícia no Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Federal, o clã mantinha capangas no estado fluminense com o objetivo de realizar intimidação física e constrangimento direto de alvos.
O elo entre o banqueiro e os contraventores e paramilitares seria Manoel Mendes Rodrigues, descrito na investigação como liderança de um braço local do núcleo denominado A Turma, a milícia privada de Vorcaro. Segundo a PF, Rodrigues coordenava ameaças presenciais e ações intimidatórias.
Em um trecho da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a nova etapa da operação, consta: "A autoridade policial ainda acrescenta ser plausível inferir que esse braço local é formado por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais. Tais circunstâncias conferem especial gravidade ao papel desempenhado por Manoel, na medida em que ele surge como elo entre o comando central da organização e a força local empregada para intimidação física e constrangimento direto de alvos."
Detalhes da operação
A Operação Compliance Zero investiga um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o Banco Master. As novas revelações indicam que a família Vorcaro utilizava uma estrutura paramilitar para proteger seus interesses e coagir adversários. A PF segue apurando a participação de outros envolvidos.



