Ossada encontrada em Rio das Ostras pode ser de estudante desaparecida
Ossada em Rio das Ostras pode ser de estudante

A Polícia Civil encontrou, na manhã desta terça-feira (12), uma ossada humana em uma área de mata em Rio das Ostras, na Baixada Litorânea do Rio. De acordo com a polícia, os restos mortais podem ser de Paloma Fragoso, de 28 anos, estudante de enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF), desaparecida desde dezembro de 2025.

Investigação e coleta de provas

O delegado responsável pelo caso, Luis Maurício Armond, informou que a operação foi desencadeada após uma denúncia anônima sobre a existência de cemitérios clandestinos na região. Durante as escavações, foram coletados materiais que serão submetidos a exames de DNA para identificação.

“Estamos dando andamento às buscas pelo corpo da Paloma. Tivemos informações de que haveriam cemitérios clandestinos utilizados pelo tráfico. Estamos fazendo diligências em três locais simultaneamente, utilizando cães farejadores da Guarda Municipal de Carapebus. Já foram recolhidas fitas adesivas, facas, roupas sujas de sangue e material utilizado para amarrar pessoas. Será um trabalho longo”, declarou o delegado, que assumiu a delegacia há 30 dias. “Eu sinto que a população de Rio das Ostras quer uma resposta o mais rápido possível”, completou.

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O desaparecimento de Paloma Fragoso

Paloma Fragoso, de 28 anos, saiu da moradia estudantil da UFF na manhã de sábado, dia 6 de dezembro de 2025, e não retornou. A Polícia Civil investiga o desaparecimento, que foi registrado pela universidade e pela gerência do bar onde a jovem trabalhava. A irmã de Paloma chegou do Espírito Santo para ajudar nas buscas.

Segundo a polícia, uma funcionária do bar onde Paloma trabalhava informou à gerente que viu a estudante caminhando em direção ao bairro Âncora por volta das 9h30. A jovem não respondia às tentativas de contato por telefone e WhatsApp. A gerente também relatou que Paloma costumava trabalhar às terças, sextas e sábados, e sempre avisava quando precisava faltar.

Protesto pelo desaparecimento

No dia 18 de março de 2026, estudantes da UFF, com apoio de professores, realizaram uma manifestação na rodovia Amaral Peixoto, em frente ao campus de Rio das Ostras, para cobrar respostas sobre o desaparecimento. O protesto ocorreu exatamente 100 dias após o sumiço da jovem, ao deixar a moradia estudantil em direção ao bairro Âncora. Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes pediram mais celeridade nas investigações e maior transparência sobre o caso, que segue sem solução.

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