A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na terça-feira (28), a Operação Sentinela no município de Riachão das Neves, no oeste do estado, contra uma empresa de segurança privada investigada por atuar de forma irregular. A empresa alvo, identificada como “Camuflado Segurança”, prestava serviços sem a devida autorização da Polícia Federal, o que pode configurar o crime de exercício ilegal da profissão.
Investigação e apreensões
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos responsáveis pela empresa, localizados no município de Formosa do Rio Preto. Os policiais apreenderam diversos instrumentos e objetos utilizados na atividade irregular de segurança privada.
As investigações tiveram início no fim de março deste ano, após a divulgação de um vídeo em que um dos integrantes da empresa aparece agredindo violentamente um homem durante uma cavalgada realizada na zona rural de Riachão das Neves. Na ocasião, a empresa havia sido contratada para fazer a segurança do evento. Após o registro da ocorrência pela vítima, a Polícia Civil passou a apurar o caso e identificou, além da suspeita de lesão corporal, a atuação irregular da empresa no setor de segurança privada.
Apoio e medidas administrativas
A operação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Riachão das Neves, com apoio de equipes da 2ª Delegacia Territorial de Barreiras, do GATTI/Oeste e da Delegacia Territorial de Formosa do Rio Preto. Além das medidas criminais, a Polícia Federal foi comunicada para adotar providências administrativas relacionadas ao funcionamento irregular da empresa.
Durante a operação, também foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra outra pessoa, investigada por lesão corporal no contexto de violência doméstica. A polícia não detalhou se esse caso tem relação com a empresa alvo da ação.
Contexto e desdobramentos
A atuação irregular de empresas de segurança privada é crime previsto na legislação brasileira, exigindo registro e autorização da Polícia Federal para funcionamento. A Camuflado Segurança, segundo a polícia, não possuía essa autorização, o que motivou a operação.
As investigações continuam para apurar a extensão das atividades ilegais da empresa e possíveis outros envolvidos. A população pode denunciar casos semelhantes às autoridades competentes.



