O neto de 26 anos preso sob suspeita de matar a própria avó em Porto Alegre foi solto neste domingo (24), após audiência de custódia. O crime ocorreu na última sexta-feira (22), no bairro Bom Jesus, Zona Leste da capital gaúcha. A vítima foi identificada como Cecilia Zonta de Castro, de 72 anos.
Decisão judicial e medidas cautelares
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concedeu liberdade provisória ao jovem, que não teve o nome divulgado. Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar do avô. Como ele residia com os avós, foi determinado que se mude para outro endereço.
Confissão e investigação
Segundo a Brigada Militar, o neto se apresentou ao 11º Batalhão e confessou o crime, levando os policiais até a residência, onde foi preso em flagrante. Ele teria alegado que a avó estava agitada durante a madrugada, impedindo-o de dormir. O homem cuidava da idosa, que, conforme apuração inicial, estava com a saúde debilitada, mas lúcida. A suspeita é de que ela tenha sido morta por asfixia. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizou a análise do local.
Posição da defesa
Em nota, as advogadas Raquel Prates e Thamires Folis afirmaram: 'A Defesa entende que foi uma decisão coerente em respeito ao processo penal. A prisão é a última alternativa. Embora as investigações ainda estejam em andamento, a Defesa é segura ao afirmar que não há se falar em feminicídio. Fato este que será melhor esclarecido em momento oportuno. O acusado amava seus avós, parou sua vida por 5 anos para dedicá-la aos seus cuidados! É querido pelos vizinhos e pelos próprios familiares, os quais contrataram a sua Defesa, pois sabem da sua índole. Assim sendo, apesar da gravidade dos fatos, a Defesa pretende conduzir o caso com todo o cuidado que este demanda. A nós, não cabe fazer um juízo de valor, mas, atuar com técnica para assegurar os direitos processuais do acusado.'



