Mendonça lamenta rejeição de Messias ao STF; Boulos critica Senado
Mendonça lamenta rejeição de Messias ao STF; Boulos critica

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça manifestou pesar, por meio do X, pela rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga na Corte. Segundo Mendonça, o Brasil perdeu a oportunidade de contar com “um grande ministro” e destacou que Messias atende aos requisitos constitucionais para integrar o tribunal.

“Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser Ministro do STF. Amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate!”, declarou o magistrado.

Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2021, apoiou publicamente a indicação de Messias. Ambos são evangélicos. Pela primeira vez em 132 anos, o Senado rejeitou uma indicação presidencial para o STF. A última rejeição ocorreu em 1894, durante o governo ditatorial de Floriano Peixoto. Messias foi derrotado por 42 votos contrários a 34 favoráveis.

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Boulos critica rejeição e afirma que Senado sai menor

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, foi o primeiro a se pronunciar sobre a derrota histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na indicação de Messias. No X, Boulos afirmou que houve uma “aliança entre o bolsonarismo e a chantagem política” e que o Senado saiu menor com o “episódio lamentável”. “A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável”, escreveu.

O pronunciamento ocorreu 12 minutos após o telão do plenário do Senado indicar a derrota histórica. A última rejeição havia sido em 1894, há 132 anos. O placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis frustrou o governo Lula, que esperava uma vitória com até 48 votos.

Guimarães: governo aceita resultado

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, minimizou a rejeição e afirmou que cabe ao Senado explicar os motivos, mas o governo aceita a decisão. “Cabe agora ao Senado explicar as razões dessa desaprovação e nós, evidentemente, aceitarmos o resultado com a maior serenidade possível. Cabe ao presidente, é atribuição dele, como é atribuição do Senado julgar e aprovar indicações do presidente da República”, declarou a jornalistas após a sessão.

Guimarães ressaltou que Messias era o “melhor nome” e reunia os requisitos exigidos para assumir uma cadeira na Corte.

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