Déficit primário dispara para R$ 80,7 bi em março e supera projeção
Déficit primário atinge R$ 80,7 bi e supera mercado

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Banco Central. O resultado veio significativamente pior que a expectativa do mercado, que projetava saldo negativo de R$ 66,7 bilhões, e marca uma deterioração expressiva frente ao superávit de R$ 3,6 bilhões registrado no mesmo mês de 2025.

Governo Central puxa rombo fiscal

O rombo foi puxado principalmente pelo Governo Central, com déficit de R$ 74,8 bilhões, enquanto governos regionais e estatais também contribuíram negativamente. Em 12 meses, o déficit primário acumulado chegou a R$ 137,1 bilhões, equivalente a 1,06% do PIB.

Juros nominais disparam

A conta de juros também agravou o quadro. Os juros nominais somaram R$ 118,9 bilhões em março, alta expressiva em relação aos R$ 75,2 bilhões registrados um ano antes, refletindo maior endividamento, impacto cambial e operações de swap. Com isso, o déficit nominal, que inclui o resultado primário e os juros, atingiu R$ 199,5 bilhões no mês, elevando o acumulado em 12 meses para R$ 1,2 trilhão, ou 9,41% do PIB.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Endividamento avança

A deterioração fiscal também se refletiu nos indicadores de endividamento. A dívida líquida do setor público subiu para 66,8% do PIB em março, enquanto a dívida bruta avançou para 80,1% do PIB, equivalente a R$ 10,4 trilhões.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar