Operação da Polícia Civil prende líder sindical em Santos
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco) da Baixada Santista foi preso em Santos, no litoral de São Paulo. André Domingues de Lima, de 52 anos, conhecido como Fuzil, é investigado por envolvimento em um esquema de coação no setor, mas acabou sendo detido por posse ilegal de arma.
Policiais civis da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) realizaram uma operação na quarta-feira (13), após descobrirem uma estrutura voltada à imposição de ameaças e constrangimentos contra trabalhadores e empresas da categoria.
"As apurações indicaram a utilização de métodos violentos e postura intimidatória para forçar paralisações e exercer domínio sobre a atividade sindical, criando um ambiente de medo generalizado", afirmou a corporação, por meio de nota.
Detalhes da prisão
Para desarticular o esquema, os policiais se dividiram entre a residência do investigado e a sede do sindicato. Fuzil foi localizado e preso em um imóvel de alto padrão, no bairro Embaré.
Na casa dele, os policiais apreenderam uma pistola calibre 380, carregadores e munições, com registro vencido. Já na sede do sindicato, os agentes localizaram um cofre camuflado, onde estavam escondidos um revólver calibre 38, com registro vinculado a arma furtada anteriormente, e uma pistola glock calibre 9mm, sem registro, além de munições e coldres táticos.
"A forma como o armamento era mantido — acondicionado em coldres e pronto para uso — chamou a atenção dos investigadores, indicando que os equipamentos estavam preparados para emprego imediato, reforçando o contexto de intimidação identificado ao longo das investigações", destacou a polícia.
Crimes e investigação
Diante dos fatos, o presidente do sindicato foi detido pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e receptação. O g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta reportagem.
A polícia ressaltou que as investigações continuam com a análise dos itens apreendidos, nos quais serão submetidos a exames periciais cibernéticos para mapear toda a estrutura criminosa. O objetivo é aprofundar a identificação de outros envolvidos e compreender a extensão da atuação.



