Júri anula julgamento de Harvey Weinstein por estupro em Nova York
Júri anula julgamento de Weinstein por estupro

O terceiro julgamento de Harvey Weinstein em Nova York, relacionado a acusações de que ele usou sua influência em Hollywood para abusar sexualmente de mulheres, terminou em anulação nesta sexta-feira (15). O júri não conseguiu chegar a um veredicto unânime sobre a acusação de que ele estuprou a aspirante a atriz Jessica Mann.

Detalhes do caso

Weinstein, de 74 anos, foi um dos principais produtores de cinema até que acusações de má conduta sexual provocaram sua queda e impulsionaram o movimento Me Too, que encorajou mulheres a denunciarem abusos sexuais cometidos por homens poderosos. O caso, apresentado pelo gabinete do promotor distrital de Manhattan, concentrou-se nas alegações de que Weinstein estuprou Mann em um quarto de hotel em Manhattan, em 2013, enquanto ela resistia e repetia várias vezes “não”.

Weinstein declarou-se inocente da acusação de estupro em terceiro grau e negou ter agredido alguém ou mantido relações sexuais sem consentimento. Seus advogados argumentaram que Mann inventou a acusação após se arrepender de que seu relacionamento consensual com Weinstein não ajudou a impulsionar sua carreira no cinema.

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Histórico de julgamentos

Em seu primeiro julgamento em Nova York, em 2020, Weinstein foi condenado por estuprar Mann e agredir a então assistente de produção Miriam Haley em 2006. No entanto, a mais alta corte do estado anulou a condenação e a sentença de 23 anos de prisão, concluindo que ele não teve um julgamento justo. Um júri de Manhattan então condenou Weinstein por abuso sexual contra Haley em um julgamento em junho de 2025, mas o considerou inocente da acusação de agressão contra a ex-modelo Kaja Sokola.

Anulação e próximos passos

O júri ficou dividido sobre a acusação de estupro em terceiro grau que acusa Weinstein de atacar Mann, levando o juiz Curtis Farber a declarar anulação do julgamento nesse ponto. O novo julgamento começou em abril. Weinstein também foi condenado por estupro na Califórnia em 2022 e cumpre uma pena de 16 anos de prisão. Ele recorre dessa condenação e da sentença. O cofundador do estúdio Miramax poderá enfrentar até 25 anos de prisão quando for sentenciado pelo abuso contra Haley.

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