O ex-policial militar Francisco de Assis Duarte do Nascimento foi condenado a mais de 17 anos de prisão pelo assassinato de Renes de Souza Negri, ocorrido em abril de 2016, em Colinas do Tocantins. A decisão foi proferida em sessão do Tribunal do Júri realizada na segunda-feira (27). De acordo com o Ministério Público do Tocantins (MPE), Francisco e outros três homens integravam um grupo de extermínio que foi contratado por R$ 10 mil para executar a vítima.
O crime
O homicídio foi meticulosamente planejado, com divisão de tarefas entre os integrantes do grupo. Enquanto um dos acusados ficou responsável por levantar a rotina e o endereço de Renes, outro negociou o pagamento pelo crime. No dia 3 de abril de 2016, Francisco foi até a casa da vítima acompanhado de um comparsa, que aguardou do lado de fora em uma motocicleta. O ex-PM chamou Renes na porta da residência e, quando ele saiu para a varanda e se aproximou do portão, efetuou o primeiro disparo, que o derrubou. Em seguida, atirou outras duas vezes, provocando a morte no local.
Condenação e recursos
Francisco havia sido absolvido em um primeiro julgamento, mas o MPE recorreu da decisão. O Tribunal de Justiça aceitou o recurso, e o ex-PM foi submetido a um novo júri, que resultou na condenação. O conselho de sentença reconheceu que o assassinato foi cometido por motivo torpe e levou em conta o fato de o crime ter sido praticado por um grupo de extermínio, o que aumentou a pena. A juíza Nely Alves da Cruz determinou o início imediato do cumprimento da pena, em regime fechado, e negou o direito de o réu aguardar o desfecho do processo em liberdade. O ex-PM pode recorrer da sentença.
Outros envolvidos
Os outros três homens envolvidos no caso, incluindo outro ex-policial militar, já haviam sido condenados por participação no crime. O grupo se apresentava como prestador de serviços de segurança privada, mas, na prática, realizava execuções sob encomenda. A defesa de Francisco foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem.



