As servidoras mortas durante o ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37, serão veladas nesta quarta-feira (6), na capital acreana. O funeral de Alzenir vai ocorrer na casa da mãe dela, na Rua Triunfo, n.º 134, no bairro Cidade Nova, no Segundo Distrito da capital acreana. Já o velório de Raquel será na Funerária São João Batista.
Suspeito é aluno de 13 anos
A polícia confirmou que o suspeito é um aluno do colégio, de 13 anos, que entrou armado na escola e foi apreendido após os disparos. A arma é do padrasto dele, que foi levado pela Polícia Militar (PM-AC) e está detido. O governo do Acre decretou luto oficial de três dias pelas vítimas do ataque.
Feridos liberados
Dois sobreviventes foram levados ao pronto-socorro (PS) de Rio Branco e já foram liberados. Além das servidoras mortas, uma outra funcionária foi baleada no pé e um aluno levou um tiro na perna. Segundo o governo do Acre, os feridos foram encaminhados para o pronto-socorro. Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atenderam as vítimas.
Funcionárias dedicadas
O g1 conversou com uma colega de trabalho das vítimas, que pediu para não ter o nome divulgado, e ela confirmou que Alzenir trabalhava há 15 anos na instituição e Raquel há cinco anos. Elas foram descritas como dedicadas. Raquel era estudante de enfermagem. A faculdade suspendeu as atividades nesta terça. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) divulgou nota lamentando a morte das servidoras.
Comoção nas redes sociais
A morte das servidoras causou comoção nas redes sociais de alunos e ex-estudantes da instituição. "Tia Zena, impossível alunos e ex-alunos não sentirem essa perda. Sempre serviu com muito amor", lamentou uma internauta. "Tia Zena, a melhor de todas. Nunca vou esquecer ela deixando eu pegar mais merenda no recreio. Tantos anos servindo. Tantos alunos que conheceram ela. Que dor", disse outra ex-aluna.
Notas de pesar
Instituições como Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Acre (OAB-AC), Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e Ministério Público do Acre (MP-AC) publicaram notas de pesar. A OAB-AC classificou a tragédia como "um dos dias mais tristes da história recente". O TJ-AC reforçou a "necessidade de rigorosa observância à proteção da imagem e dos dados, em estrita conformidade com os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e demais normas vigentes". O MP-AC anunciou que o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi designado para acompanhar as investigações.
Aulas suspensas
As aulas nos colégios estaduais foram suspensas até sexta-feira (8). Equipes das polícias Militar e Civil, incluindo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e do Instituto Médico Legal (IML) estão no local. O Ministério da Educação vai enviar especialistas ao Acre após o ataque.



