A companhia aérea Latam Brasil anunciou uma redução de 2% a 3% nos voos programados para junho. A medida é uma resposta direta ao aumento dos custos operacionais, impulsionado pela alta nos preços do combustível de aviação desde o início do conflito no Oriente Médio. A informação foi confirmada pelo presidente-executivo da empresa, Jerome Cadier, em entrevista a jornalistas.
Ajustes pontuais diante do cenário econômico
Segundo Cadier, os cortes são ajustes pontuais, motivados pelos preços atuais dos combustíveis e das passagens. Ele destacou que, nos meses de abril e maio, ainda não foram registrados cancelamentos significativos de viagens em função da alta do querosene de aviação. No entanto, o executivo alertou que, se a guerra se prolongar, a Latam Brasil precisará revisar o planejamento para o terceiro e quarto trimestres, com possíveis ajustes adicionais que ainda não estão refletidos nas programações divulgadas.
Impacto financeiro e perspectivas
A controladora da Latam já havia reduzido sua estimativa de lucro para este ano, também atribuindo a revisão ao custo elevado do combustível. Apesar da escalada do petróleo desde fevereiro, Cadier afirmou que a empresa não vê riscos de desabastecimento nos destinos onde opera atualmente. Ele revelou que, no Brasil, a Latam está pagando o dobro por litro de combustível de aviação em comparação com fevereiro, um aumento acumulado de 100% nos últimos três meses.
Impacto nos passageiros e no mercado
A redução de voos pode afetar a disponibilidade de assentos e potencialmente elevar os preços das passagens em algumas rotas. A Latam, no entanto, busca equilibrar a oferta com a demanda atual, enquanto monitora de perto a evolução do conflito no Oriente Médio e seus reflexos no mercado de combustíveis.



