Demissão de delegada Monah Zein é oficializada após processo administrativo em Minas Gerais
Demissão de delegada Monah Zein é oficializada em MG

Demissão de delegada Monah Zein é oficializada após processo administrativo em Minas Gerais

A demissão da delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Monah Zein, foi formalmente publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, dia 13. A decisão partiu da Corregedoria-Geral da PCMG, que conduziu um processo administrativo contra a servidora.

Transgressões disciplinares e abandono de cargo

Conforme o texto da publicação oficial, a delegada estava submetida a um processo administrativo no qual foram constatadas transgressões disciplinares graves, justificando a sua exclusão do quadro de servidores. Entre as acusações, destacava-se a suspeita de abandono de cargo, uma vez que Monah Zein não retornava ao trabalho nem comparecia às perícias médicas requisitadas.

O caso ganhou notoriedade após um episódio ocorrido em novembro de 2023, quando equipes da polícia e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foram ao apartamento da delegada, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, para verificar seu estado emocional. A ação foi motivada por mensagens consideradas preocupantes em um grupo de WhatsApp.

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Episódio dos disparos e desdobramentos judiciais

Durante a abordagem, Monah Zein portava uma pistola e efetuou disparos contra quatro policiais, enquanto transmitia uma live nas redes sociais. Após se refugiar dentro de casa, ela foi presa em flagrante quase dois dias depois, mas recebeu liberdade provisória.

Em agosto de 2024, o Ministério Público denunciou a delegada por tentativa de homicídio e resistência. No entanto, em julho de 2025, a Justiça de Minas Gerais decidiu que ela não deveria responder por tentativa de homicídio. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza afirmou que não havia provas suficientes de intenção de matar, classificando os disparos como um "ato intimidatório" ou reflexo de um estado emocional alterado.

Com essa decisão, o caso foi enviado para uma vara criminal comum, responsável por analisar a possível prática de outros crimes, e não para o Tribunal do Júri.

Posicionamento das autoridades

O g1 entrou em contato com a Corregedoria-Geral da PCMG, com a defesa da delegada e com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mas ainda aguarda retorno sobre os detalhes do processo administrativo e as implicações legais da demissão.

Este caso continua a gerar discussões sobre a atuação policial, a saúde mental de servidores públicos e os procedimentos disciplinares dentro das instituições de segurança.

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