Veterinária é rendida e tem carro roubado em Uberlândia; criminosos cogitaram invadir casa
Veterinária rendida e roubada em Uberlândia; prejuízo de R$ 200 mil

Veterinária é rendida e assaltada em Uberlândia; criminosos quase invadem residência

A médica veterinária Laura Grande, de 31 anos, foi vítima de um assalto violento na terça-feira (24), no bairro Jardim Karaíba, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O crime ocorreu por volta das 14h30, em plena luz do dia, enquanto ela chegava para um atendimento domiciliar.

Momento de terror e ameaça de invasão

Ao estacionar o carro na alameda Vila Rica e descer com os materiais para atender um animal, Laura foi surpreendida por dois criminosos em uma moto sem placa. "Quando fechei o porta-malas, eles me abordaram. O criminoso que estava na garupa pulou da moto e veio na minha direção quando eu já estava chegando na casa da cliente", relatou a vítima.

Ela afirmou que gritou, mas teve a boca tampada e foi ameaçada pelo suspeito. "Ele disse para eu não gritar, porque seria pior, e perguntou quem estava dentro da casa. Eu respondi que era minha cliente e o marido dela". Em seguida, o assaltante questionou o comparsa sobre a possibilidade de entrar na residência, mas a ideia foi descartada. "Ele perguntou: 'vamos entrar?', e o outro respondeu: 'Não, só pega os materiais e vamos embora'", disse Laura.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Prejuízo material estimado em R$ 200 mil

Segundo a Polícia Militar (PM), os criminosos levaram:

  • Bolsa, celular e chave do carro da vítima
  • Veículo Toyota Corolla Cross
  • Equipamentos de eletroterapia, laser e acupuntura
  • Medicamentos e instrumentos clínicos
  • Itens pessoais

O prejuízo total é estimado em R$ 200 mil. A PM tenta identificar e localizar os suspeitos para recuperar os bens roubados. Até o momento, ninguém foi preso.

Impacto emocional e profissional

Laura destacou que o assalto causou danos significativos, tanto materiais quanto emocionais. "Quando ele me empurrou e tampou minha boca, meu coração acelerou muito. Como ele não falava quase nada, fiquei ainda mais assustada e pensei no pior, que poderiam me amarrar ou até abusar de mim", relatou.

Com a perda de todos os materiais de trabalho, ela está temporariamente sem condições de atender. "Agora estou sem trabalhar. Além do emocional, tem o prejuízo financeiro. Vou ter que conquistar tudo novamente", lamentou. Mesmo abalada, ela tenta se recuperar para retomar a rotina. "Estou me preparando emocionalmente. A gente fica com medo. Cheguei a pensar em não atender mais em domicílio, mas é o meu trabalho".

Alerta para outros profissionais

Laura fez um alerta a outros profissionais que atuam em serviços domiciliares. "É importante ficar atento o tempo todo. Infelizmente, não tem como prever, mas a gente precisa se cuidar", finalizou. O caso reforça preocupações com a segurança pública em Uberlândia, especialmente para trabalhadores que realizam atendimentos em residências.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar