Lideranças da Aldeia Pau D’Arco realizaram uma denúncia grave sobre uma tentativa de homicídio contra um indígena de 27 anos, ocorrida no último sábado (4), no território Planalto Munduruku/Apiaká, localizado em Santarém, no oeste do estado do Pará. O crime violento aconteceu por volta das 4h30, nas proximidades da residência dos pais da vítima, marcando um episódio de extrema brutalidade na comunidade.
Detalhes do ataque e contexto do agressor
Segundo as informações contidas na denúncia, o agressor identificado é um jovem de 18 anos que utilizou um facão para desferir múltiplos golpes contra o indígena. O documento, encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público Federal, revela que o suspeito já tinha um histórico preocupante, incluindo ameaças a outros membros da aldeia e casos de assédio contra mulheres, indicando um padrão de comportamento violento e perturbador.
Suspeitas de envolvimento com tráfico e impunidade
As lideranças indígenas destacam que há fortes indícios de que o agressor esteja envolvido com atividades de tráfico de drogas dentro do território indígena. Além disso, elas apontam que a impunidade tem sido um fator agravante, pois o jovem seria filho do presidente da comunidade não indígena local, o que, segundo as denúncias, dificultou ações anteriores contra ele e permitiu que atos criminosos permanecessem sem punição adequada.
Processo de denúncia e testemunhas
A decisão de formalizar a denúncia foi tomada coletivamente pelas lideranças da Aldeia Pau D’Arco, demonstrando a união da comunidade em busca de justiça. Várias testemunhas teriam presenciado o ocorrido e estão disponíveis para depor perante as autoridades, fortalecendo o caso. A denúncia e a confirmação dos fatos estão registradas no Ofício nº 004/2026, assinado pelo vice-cacique Marcos José da Silva Figueiredo, que foi encaminhado à Polícia Civil, ao Ministério Público Federal e à Procuradoria da República.
Apelos por responsabilização e segurança
As lideranças indígenas fazem um apelo urgente para a responsabilização do agressor e pedem a presença efetiva das autoridades no território Munduruku/Apiaká. Elas enfatizam a necessidade de garantir a integridade física dos indígenas, que vivem sob constante ameaça de violência, e buscam medidas concretas para prevenir futuros incidentes e assegurar a paz na comunidade.



