Jovem de 18 anos é espancado em Fernandópolis sob suspeita de abuso de criança autista
Suspeito de abuso infantil é espancado por grupo em Fernandópolis

Um jovem de 18 anos foi alvo de uma violenta agressão coletiva em Fernandópolis, no interior de São Paulo. O episódio, registrado em vídeo, ocorreu em uma quadra no bairro CDH e está diretamente relacionado a uma grave acusação: o homem é suspeito de ter cometido abuso sexual contra uma criança de dez anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Violência em grupo e suspeita de crime sexual

As imagens da agressão, que chegaram à redação na quinta-feira, 15 de agosto, mostram o suspeito sendo atacado por vários indivíduos. Ele recebeu socos e pontapés, sem oferecer qualquer tipo de reação durante o ataque. Não há informações oficiais sobre o estado de saúde do jovem após a agressão, nem se ele necessitou de atendimento médico.

Conforme apurou a reportagem, a investigação sobre o abuso sexual já está em andamento. O delegado Delmiro Dantas Cano, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Fernandópolis, confirmou a abertura de um inquérito para apurar o crime, que teria ocorrido há aproximadamente um mês. O suspeito, segundo as autoridades, já tem passagens anteriores por furto.

Família descobre crime por mudança de comportamento da vítima

De acordo com informações da TV TEM, a família da menina só tomou conhecimento do suposto abuso após perceber uma alteração significativa no comportamento da criança. Preocupados, os responsáveis pela vítima procuraram a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, dando início ao processo policial.

A vítima é uma criança de dez anos e possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), condição que pode tornar a comunicação sobre eventos traumáticos ainda mais complexa. A descoberta do caso pela família evidencia a importância da atenção a mudanças de comportamento em crianças, especialmente naquelas com condições de neurodesenvolvimento.

Linha tênue entre justiça e violência

O caso coloca em evidência um fenômeno recorrente: a justiça com as próprias mãos. Enquanto a polícia investiga formalmente a acusação de abuso, um grupo de pessoas decidiu aplicar um castigo físico ao suspeito. Este tipo de ação, além de configurar crime, pode atrapalhar as investigações oficiais e criar um ciclo de violência.

A situação em Fernandópolis levanta debates sobre a eficácia do sistema de justiça, a revolta popular perante crimes hediondos e os perigos da autotutela. As autoridades seguem com o inquérito para esclarecer tanto o abuso sexual denunciado quanto a agressão sofrida pelo jovem suspeito.