A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu o sargento do Exército Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos, sob suspeita de atropelar Maria Clara Facundo, 20 anos, em Riacho Fundo, no Distrito Federal, na noite do último sábado (25). O militar é acusado de tentativa de homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Estado de saúde da vítima
Maria Clara está internada no hospital Santa Lúcia, em Brasília, e prestou depoimento ao delegado por chamada de vídeo. A assessoria da instituição não forneceu atualizações sobre o estado de saúde da vítima. À polícia, o pai de Maria relatou que ela quebrou a bacia e sofreu outros ferimentos.
Detalhes do crime
O delegado responsável pelo caso, Johnson Kenedy Monteiro, afirmou na justificativa da prisão que Oliveira assumiu o risco de matar a vítima, que atravessava a rua, ao dar ré em alta velocidade. Uma testemunha do caso disse ter gritado para o carro parar, mas foi ignorada. O veículo arrastou Maria Clara por alguns metros antes de fugir sem prestar socorro.
Investigação
Por mensagem, a Folha entrou em contato com uma das advogadas de defesa às 14h58 e às 16h59 da terça-feira (28). Às 18h39, houve uma tentativa de chamada, mas foi recusada. Um vídeo veiculado pela TV Globo mostra o carro de Guilherme deixando o local do atropelamento. Havia mais quatro pessoas com ele. Fotos anexadas ao inquérito mostram o carro, um Volkswagen Gol preto, com a traseira amassada, mas não está comprovada a relação entre a avaria e o atropelamento.
Prisão e procedimentos
A prisão ocorreu na noite de segunda-feira (27), na casa dos pais do suspeito. Oliveira foi levado a uma prisão militar por ser membro do Exército. O Comando Militar do Planalto informou, em nota, que abriu processo administrativo para apurar a conduta do sargento e vai colaborar com as investigações. O delegado Monteiro pediu a coleta de exames para verificar se Oliveira consumiu bebidas alcoólicas ou drogas ilícitas na noite do crime.



