Polícia busca suspeitos de estupro coletivo contra adolescente em Copacabana
Polícia busca suspeitos de estupro coletivo em Copacabana

Polícia intensifica buscas por suspeitos de estupro coletivo em Copacabana

Um caso grave de estupro coletivo envolvendo cinco indivíduos contra uma adolescente de 17 anos veio à tona no último sábado, 28 de setembro, quando a polícia formalizou as acusações. O crime, que chocou a comunidade carioca, ocorreu em um apartamento no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e agora mobiliza as autoridades em uma investigação detalhada.

Detalhes do crime revelam violência extrema

De acordo com o inquérito da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, a vítima foi convidada por um colega de escola, também adolescente, para visitar o apartamento de um amigo na noite de 31 de janeiro. O endereço, localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, tornou-se o cenário de um ataque brutal. A jovem, que não conseguiu levar uma amiga como sugerido, compareceu sozinha ao local.

No elevador do prédio, o rapaz que a convidou alertou que outros amigos estariam presentes e insinuou que fariam "algo diferente", proposta que a adolescente recusou imediatamente. Dentro do apartamento, ela foi conduzida a um quarto, onde iniciou um ato sexual consensual com o jovem. No entanto, a situação degenerou rapidamente quando outros quatro homens adentraram o cômodo.

A vítima afirmou em depoimento que, após muita insistência, concordou apenas com a presença dos outros no quarto, desde que não a tocassem. Contudo, os suspeitos desrespeitaram completamente seus limites: eles se despiram, começaram a beijá-la e apalpá-la à força, obrigando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração pelos quatro. A agressão física também foi parte do horror, com a adolescente relatando ter levado tapas, socos e um chute na região abdominal. Ela tentou fugir, mas foi impedida pelos agressores.

Identificação dos investigados e provas coletadas

Quatro homens maiores de idade foram indiciados pela prática de estupro com concurso de pessoas. Os nomes divulgados são:

  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos
  • Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos
  • João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos

O adolescente que convidou a vítima também é alvo de investigação por ato infracional análogo ao crime. Seu caso foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude, mantendo sua identidade sob sigilo.

As evidências são contundentes: câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens e da adolescente, além da sua saída posterior. Um relatório policial destaca que, após acompanhar a vítima até a porta, o adolescente retornou ao apartamento e fez gestos interpretados como de "comemoração". Mensagens de WhatsApp entre a vítima e o menor, que incluem o convite e combinações logísticas, foram anexadas ao inquérito.

O laudo pericial confirmou lesões compatíveis com violência física, incluindo infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, sangue no canal vaginal e equimoses nas costas e glúteos. Testes rápidos deram positivo, e amostras foram coletadas para análise de DNA.

Situação atual e defesa dos acusados

A Justiça já expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os investigados maiores de idade. Todos são considerados foragidos, pois não foram localizados nos endereços fornecidos. Enquanto isso, a defesa de João Gabriel Bertho emitiu uma nota contestando as acusações.

"A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro", afirma o texto. A nota ressalta que duas decisões judiciais anteriores negaram pedidos de prisão preventiva e que mensagens trocadas indicam conhecimento prévio da vítima sobre a presença de outros rapazes. A defesa também questiona a imagem da jovem se despedindo com um sorriso e abraço, argumentando que isso não foi devidamente investigado.

O caso segue sob apuração, com a polícia dedicando esforços para capturar os suspeitos e garantir justiça para a vítima, em um episódio que expõe a gravidade da violência sexual no ambiente urbano.