Passeata em Praia Grande pede justiça por primos de 4 e 6 anos encontrados mortos em carro
Passeata pede justiça por primos mortos em carro em Praia Grande

Manifestação em Praia Grande clama por justiça após trágica morte de primos dentro de automóvel

Uma passeata emocionante tomou as ruas de Praia Grande, no litoral de São Paulo, nesta quarta-feira (25), reunindo familiares, amigos e membros da comunidade em um apelo coletivo por justiça. O ato foi organizado em resposta à morte dos primos Henry Miguel, de apenas 4 anos, e Pedro Henrique, de 6 anos, cujos corpos foram encontrados sem vida dentro de um carro estacionado em um terreno na madrugada de segunda-feira (23).

Detalhes do caso e investigação em andamento

Os dois meninos desapareceram no domingo (22) enquanto brincavam em frente à casa da avó paterna. A avó relatou ter entrado brevemente no imóvel para pegar um copo d'água e, ao retornar, as crianças já não estavam mais no local. Imediatamente, familiares e moradores da região iniciaram buscas intensivas, incluindo a divulgação de apelos nas redes sociais. A mãe de Henry registrou um boletim de ocorrência ainda no mesmo dia.

Os corpos foram descobertos em estado de rigidez cadavérica, levando ao acionamento da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A Polícia Civil está investigando a principal linha de que as mortes ocorreram por asfixia e desidratação. No entanto, conforme a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), o caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Praia Grande e está sendo tratado como homicídio pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, que continua com diligências para esclarecer os fatos.

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Passeata e demandas da comunidade

A manifestação começou na rua onde os menores foram achados e seguiu até a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande. Dezenas de participantes carregavam camisas e cartazes com mensagens como "Justiça por eles e por todas as crianças" e "Cadê as imagens das câmeras?", expressando ceticismo em relação à hipótese investigada pela polícia de que os meninos entraram no carro e não conseguiram sair.

Durante o percurso, os manifestantes entoaram uma música em homenagem às vítimas: "Hoje, a favela chora. Hoje, os meus amigos choram. Hoje, a família chora. Perdemos o Pedrinho e o Bildola [apelido de Henry]". A família e a comunidade local destacam a necessidade de transparência e respostas rápidas, pressionando as autoridades por um desfecho que traga clareza sobre as circunstâncias da tragédia.

Impacto e próximos passos

O caso tem gerado comoção nacional, levantando questões sobre segurança infantil e a eficácia das investigações policiais. Familiares dos meninos já prestaram depoimento na delegacia, e a DIG segue coletando evidências e analisando possíveis testemunhas. A passeata simboliza um grito coletivo por justiça, refletindo a dor de uma comunidade que perdeu duas jovens vidas de maneira tão inexplicável e trágica.

Enquanto a investigação avança, a sociedade aguarda ansiosamente por novas informações que possam elucidar esse episódio chocante, que deixou marcas profundas em Praia Grande e além.

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