Paraíba registra média alarmante de uma mulher desaparecida por dia em 2025
A Paraíba enfrenta uma situação crítica em relação ao desaparecimento de mulheres, com dados oficiais revelando uma média de um registro por dia durante o ano de 2025. Conforme informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, analisadas pelo g1, o estado contabilizou 278 casos de mulheres desaparecidas no período, representando um aumento significativo de 12% em comparação com 2024.
Aumento contínuo nos registros desde 2019
Este volume é o maior registrado desde 2019, quando teve início a série histórica considerada no levantamento. Naquele ano, foram 161 casos, seguidos por uma queda para 136 em 2020. No entanto, a partir de 2021, os números voltaram a subir, com 172 registros, mantendo uma trajetória de alta em 2022 (180), 2023 (240) e 2024 (248), até alcançar os 278 casos em 2025.
Em termos proporcionais, a Paraíba apresenta uma taxa de 13,03 mulheres desaparecidas a cada 100 mil habitantes em 2025, destacando a gravidade do problema no estado. O mês de novembro foi o mais crítico, com 31 casos contabilizados, reforçando a urgência de medidas para combater essa tendência.
Contexto regional e nacional
No recorte regional, o Nordeste registrou 4.659 casos de mulheres desaparecidas em 2025, equivalente a uma média de 13 desaparecimentos por dia. A Paraíba ocupa a sexta posição entre os estados nordestinos com mais registros, ficando atrás de Bahia (1.352 casos), Pernambuco (908), Ceará (723), Maranhão (422) e Sergipe (291).
Em escala nacional, os dados consolidados apontam que 30.050 mulheres foram registradas como desaparecidas em 2025, o que representa uma média de 82 casos por dia em todo o Brasil. Esses números evidenciam um desafio amplo de segurança pública e proteção aos direitos das mulheres, exigindo atenção e ações coordenadas em diversos níveis.
O crescimento quase contínuo nos registros ao longo dos últimos sete anos sublinha a necessidade de políticas eficazes e campanhas de conscientização para reverter esse cenário preocupante na Paraíba e no país.
