Operação do Deic contra golpes em idosos mira Mogi das Cruzes
Operação do Deic contra golpes em idosos mira Mogi

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil realizou, nesta segunda-feira (25), uma operação contra uma quadrilha suspeita de aplicar golpes financeiros em idosos. Mogi das Cruzes está entre as cidades alvo da ação, junto com Santo André e a capital paulista. Ao todo, os policiais cumpriram oito mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária nas três cidades.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após denúncias recebidas pelos canais da corporação. Depois disso, os agentes fizeram análise de dados, levantaram imagens e realizaram trabalhos de campo para identificar os integrantes do grupo. As investigações apontaram que o grupo usava duas empresas do mercado financeiro para aplicar fraudes em série.

De acordo com a polícia, a maioria das vítimas era idosa. Os suspeitos faziam contato por telefone e pelas redes sociais com falsas promessas de redução de juros, renegociação de dívidas e venda de cursos para ensinar o uso de aplicativos de inteligência artificial que, segundo a investigação, não existiam.

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Os três alvos da operação foram levados para a delegacia. Durante a ação, os policiais apreenderam celulares, notebooks, ao menos seis veículos de luxo e um jet-ski. Todo o material será periciado.

Detalhes da operação

A ação do Deic ocorreu de forma simultânea nas três cidades, com equipes especializadas no combate a crimes financeiros. Os mandados foram expedidos pela Justiça após a apresentação das provas coletadas durante a investigação, que durou meses.

Os policiais também apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados para identificar outras possíveis vítimas e aprofundar as investigações sobre o esquema criminoso.

Como agia a quadrilha

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam empresas de fachada para dar credibilidade às fraudes. Eles ofereciam serviços financeiros inexistentes, como redução de juros e renegociação de dívidas, e cobravam taxas adiantadas das vítimas. Além disso, vendiam cursos sobre inteligência artificial que nunca foram ministrados.

A polícia alerta que os idosos são alvos frequentes desse tipo de golpe devido à vulnerabilidade e à confiança depositada em supostos profissionais do mercado financeiro.

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