Casal é denunciado por estupro e produção de pornografia infantil em Ribeirão Preto
O Ministério Público de São Paulo denunciou a atendente Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e seu marido Andrey Gabriel Zancarli, padrasto da vítima, por uma série de crimes hediondos contra uma menina de apenas 3 anos. O casal, que é pai de um bebê de 5 meses, está preso desde dezembro do ano passado e deve responder por pelo menos seis acusações graves.
Brigadeiro de maconha usado para dopar criança
As investigações revelaram que Leiliane dopava sistematicamente a própria filha com brigadeiros recheados com maconha para facilitar os abusos sexuais. Em depoimento à Polícia Civil, Andrey confirmou essa prática chocante, detalhando como a substância era utilizada para deixar a criança vulnerável aos ataques.
Os crimes eram cometidos com premeditação e crueldade, segundo as autoridades. O casal não apenas abusava sexualmente da menina como também gravava vídeos das cenas para satisfazer fantasias sexuais próprias. Esses materiais eram armazenados nos celulares de ambos e compartilhados entre eles.
Seis crimes com pena total de até 80 anos
Na denúncia apresentada à Justiça na quarta-feira (18), o Ministério Público listou as seguintes acusações contra o casal:
- Estupro de vulnerável
- Produção de pornografia infantil
- Divulgação de pornografia infantil
- Posse de pornografia infantil
- Aliciamento de criança
- Fornecimento de bebida alcoólica a menor
Somadas, as penas podem chegar a impressionantes 80 anos de prisão. O MP argumenta em sua ação que mãe e padrasto agiram com plena consciência e vontade, caracterizando conduta especialmente reprovável.
Fantasias sexuais envolvendo a própria filha
Os documentos do caso revelam detalhes perturbadores sobre o comportamento de Leiliane. Ela admitiu em depoimento que ficava excitada ao falar sobre suas fantasias sexuais para a filha de 3 anos. Em julho de 2025, quando estava grávida e insatisfeita com o próprio corpo, chegou a gravar um vídeo expressando desejo de ver o marido com outra pessoa - no caso, a própria criança.
Quando presa em dezembro, Leiliane demonstrou arrependimento confuso, afirmando que não sabia por que tinha feito tudo aquilo e que merecia qualquer punição. Já Andrey, em seu depoimento, negou ter tocado na menina, mas confirmou que a esposa sempre falava sobre assuntos de caráter sexual e fetichista envolvendo a filha.
Denúncia partiu de amante da mãe
Os crimes vieram à tona através da corajosa atitude do amante de Leiliane, que mantinha um relacionamento de aproximadamente seis meses com ela. O homem, que trabalhava junto com Leiliane, teve acesso ao celular dela e descobriu conversas e vídeos chocantes que mostravam os abusos.
Ele imediatamente fez capturas de tela das conversas e apresentou todo o material à Polícia Civil, o que resultou na prisão do casal na noite de 10 de dezembro. O denunciante também relatou à polícia que, durante o tempo em que conviveu com a família, observou que a menina apresentava comportamento retraído, acordava assustada e pedia para 'parar' durante a noite.
Vítima sofre sequelas psicológicas graves
A menina de 3 anos vive atualmente com o pai biológico e recebe acompanhamento psicológico especializado. Segundo relatos, a criança enfrenta dificuldades significativas para dormir e sofre com pesadelos frequentes, indicando traumas profundos resultantes dos abusos sofridos.
O Tribunal de Justiça informou que o processo tramita em segredo de justiça, medida comum em casos envolvendo crimes sexuais contra crianças. Leiliane está presa na Penitenciária de Tremembé, enquanto Andrey cumpre prisão na Penitenciária de Serra Azul, ambas no estado de São Paulo.
O caso chocou a região de Ribeirão Preto e Franca, levantando discussões sobre a proteção de crianças vulneráveis e a necessidade de sistemas mais eficazes para identificar e combater abusos intrafamiliares. As autoridades continuam investigando se há outras vítimas ou envolvidos no esquema criminoso.



