Tribunal do Júri julgará acusado de matar estudante Catarina Kasten em SC
Júri julgará acusado de matar estudante Catarina Kasten

O Tribunal do Júri de Santa Catarina vai julgar o acusado de matar a estudante Catarina Kasten, de 31 anos, vítima de um feminicídio brutal ocorrido em novembro de 2025. O crime chocou a cidade de Florianópolis e ganhou repercussão nacional. O réu, de 21 anos, foi pronunciado pela Justiça e agora aguarda a data do julgamento, que ainda não foi definida.

Detalhes do crime

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime aconteceu no dia 21 de novembro de 2025, por volta das 7 horas, próximo ao acesso da praia do Matadeiro, em Florianópolis. Catarina havia saído de casa às 6h50 para uma aula de natação. Ao não retornar, seu companheiro acionou a Polícia Militar por volta do meio-dia.

O corpo da estudante foi encontrado com sinais de violência. O acusado foi preso e confessou o crime. Segundo a denúncia, ele agiu com intenção de matar, envolvendo o pescoço da vítima com um objeto e causando asfixia, após estupro. O crime foi cometido mediante emboscada, com o acusado escondido atrás de uma lixeira para surpreender a vítima. Depois do assassinato, ele arrastou o corpo para um local de difícil acesso, entre mata e pedras, longe da trilha.

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Acusações e fase judicial

O réu responde por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes. Na sexta-feira, 8, a Justiça pronunciou o acusado, considerando admissíveis as acusações de crime contra a vida. Com isso, o processo foi encaminhado para o Tribunal do Júri, iniciando a segunda fase do julgamento.

O Júri será composto por sete pessoas sorteadas entre 15 cidadãos comuns. Durante o julgamento, serão apresentados documentos, testemunhas, peritos e interrogatório. A acusação e a defesa terão, cada uma, uma hora e meia para expor seus argumentos, além de uma hora para réplica e tréplica, se desejarem.

Contexto do feminicídio

O caso de Catarina Kasten é mais um triste exemplo de violência contra a mulher no Brasil. O feminicídio, crime de ódio baseado no gênero, tem sido alvo de políticas públicas e endurecimento de penas. A expectativa é que o julgamento traga justiça para a vítima e sua família.

A sociedade catarinense aguarda o desfecho do caso, que promete ser um marco no combate à impunidade em crimes de feminicídio. O MPSC reforçou seu compromisso com a persecução penal e a defesa dos direitos das mulheres.

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