Serrano FC afasta jogador acusado de estupro coletivo de adolescente em Copacabana
O Serrano FC anunciou o afastamento imediato do jogador João Gabriel Xavier Berthô e a suspensão de seu contrato após a expedição de um mandado de prisão contra ele por estupro coletivo. O crime envolveu uma adolescente de 17 anos e ocorreu em um apartamento na Zona Sul do Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana. João Gabriel está entre os cinco jovens indiciados pela Polícia Civil por participação no estupro coletivo contra a jovem.
Decisão do clube e gravidade das acusações
Segundo o clube, a decisão foi tomada diante da gravidade extrema das acusações e permanecerá válida enquanto o caso estiver sob investigação. O atleta é considerado foragido pela Justiça. Em nota oficial, o Serrano FC declarou: "O Serrano FC informa que tomou conhecimento do indiciamento do atleta João Gabriel Xavier Bertho em investigação da Polícia Civil. Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação".
Suspeitos e processo administrativo no Colégio Pedro II
A maioria dos suspeitos é aluno do Colégio Pedro II do campus Humaitá. A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do campus abriram um processo administrativo para desligar quatro estudantes denunciados por participação no crime. Os denunciados são:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos
- João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos
- Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos
Eles respondem por estupro com concurso de pessoas e são considerados foragidos da Justiça. Um menor também está sob suspeita, mas sua identidade não será revelada, pois sua conduta foi desmembrada para a Vara da Infância e Juventude.
Detalhes do crime e investigação policial
O caso foi revelado no sábado, 28 de setembro, após a conclusão do inquérito conduzido pela 12ª DP de Copacabana. O delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação, afirmou que o crime foi uma "emboscada planejada" e que os envolvidos podem ser condenados a quase 20 anos de prisão. A defesa de João Gabriel nega o crime, enquanto o g1 e a TV Globo tentam contato com a defesa dos outros jovens.
De acordo com as investigações, o crime teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. Segundo o depoimento da vítima, ela foi convidada por um colega de escola para ir ao local. No elevador, o jovem teria informado que outros amigos estariam no apartamento e sugerido que fariam "algo diferente", proposta que foi recusada pela adolescente.
Já no imóvel, a adolescente foi levada a um quarto. Enquanto mantinha relação sexual com o primeiro rapaz, outros quatro entraram no cômodo. A vítima afirmou que, após insistência, concordou apenas que eles permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, relatou que os demais tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e mantendo relações sexuais mediante violência.
Ela também declarou ter sofrido agressões físicas, como tapas, socos e um chute na região abdominal, e que foi impedida de deixar o quarto. Um menor suspeito teria perguntado à vítima se a mãe a vê sem roupa, em uma preocupação com as marcas que as agressões deixaram, já que a adolescente ficou sangrando após o crime.
Busca por justiça e apoio às vítimas
A polícia continua as buscas pelos suspeitos foragidos, enquanto a comunidade escolar e esportiva lida com as repercussões do caso. Este incidente destaca a importância de combater a violência contra mulheres e oferecer suporte adequado às vítimas. Autoridades reforçam a necessidade de denúncias e assistência em casos de agressão sexual, lembrando que a justiça deve ser buscada para todos os envolvidos.



