Irmãos presos por estupro de vulneráveis em Olinda: ao menos 12 crianças vítimas
Irmãos presos por estupro de crianças em Olinda; 12 vítimas

Irmãos presos por estupro de vulneráveis em Olinda: ao menos 12 crianças vítimas

Dois irmãos foram presos nesta quinta-feira (5) por estupro de vulnerável no bairro de Rio Doce, em Olinda. As investigações da Polícia Civil revelam um cenário chocante: ao menos doze meninos, com idades entre 6 e 12 anos, foram vítimas de abusos sexuais. Entre as crianças abusadas, estão sobrinhos dos suspeitos, destacando a gravidade e a proximidade dos crimes.

Fuga e prisão dos suspeitos

Um dos irmãos, identificado como Francisco Fernandes, conhecido como "Chiquinho", foi localizado em São João, no Agreste de Pernambuco, após fugir da comunidade onde residia. Seu irmão, Alexandre Fernandes, apelidado de "Boca", foi detido durante a madrugada no próprio bairro de Rio Doce. Ambos foram presos em flagrante e, segundo a polícia, confessaram os crimes durante os interrogatórios.

Descoberta do caso através de vídeo

O caso veio à tona após uma denúncia feita pela madrasta de um dos garotos abusados. A mulher encontrou um vídeo registrando a violência sexual e imediatamente procurou a delegacia. Conforme relatos, ela percebeu mudanças no comportamento do menino e, ao questioná-lo, descobriu os abusos. "Ela se preparou para vir à delegacia e o menino voltou para a casa onde eles estavam e começou a gravar o vídeo. Nesse vídeo, mostra os familiares passando de um lado para o outro, fazendo almoço, e Boca e Chiquinho no chão, dentro do banheiro, no sofá, na cama, praticando diversos atos sexuais com as crianças", explicou o delegado Gilmar Rodrigues, titular da Delegacia de Rio Doce.

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Ambiente propício para os crimes

Os suspeitos moravam numa casa sem divisórias, onde circulavam parentes, vizinhos e crianças do entorno. Esse ambiente facilitou a prática dos abusos, que ocorriam há anos, segundo as investigações. Após a primeira denúncia, outros familiares e moradores relataram crimes semelhantes, indicando que os abusos eram frequentes e conhecidos por parte da comunidade.

Estratégias dos criminosos

De acordo com o delegado Gilmar Rodrigues, os irmãos usavam dinheiro para atrair as vítimas. "Eles trabalhavam com reciclagem e o dinheiro eles usavam para aliciar as crianças. Ainda pagavam para que algumas crianças trouxessem outras. Era a tarde e a noite toda. Eles abusavam dos sobrinhos, de primos e das crianças da vizinhança", relatou. Essa tática de aliciamento financeiro agravou a vulnerabilidade das vítimas, que eram constantemente expostas aos criminosos.

Omissão de familiares e próximos passos

O delegado informou que familiares das vítimas que conviviam com os suspeitos serão indiciados por omissão. "Serão todos indiciados pela omissão, porque poderiam proteger e evitar que essas práticas acontecessem, e não fizeram nada. Elas serão indiciadas em inquéritos policiais, e vai ficar a cargo do Ministério Público denunciá-los ou não ao Poder Judiciário", afirmou. Isso destaca a responsabilidade coletiva na prevenção de tais crimes.

Atendimento às vítimas e exames

As vítimas serão ouvidas em depoimento especializado pela Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), garantindo um atendimento adequado e sensível. Além disso, os suspeitos passarão por exames para coleta de DNA, em busca de vestígios que possam corroborar as acusações e fortalecer o caso judicial.

Novos relatos e continuidade das investigações

A polícia alerta que novos relatos de abusos continuam chegando, sugerindo que o número de vítimas pode ser maior do que o inicialmente estimado. As investigações seguem em andamento, com foco em identificar todas as crianças afetadas e garantir que justiça seja feita. A comunidade de Rio Doce está em alerta, enquanto autoridades trabalham para oferecer suporte às famílias envolvidas.

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