Mãe e filha são envenenadas em Juiz de Fora; criança de 6 anos morre e caso é investigado
Envenenamento em JF: mãe e filha intoxicadas, criança morre

Tragédia familiar em Juiz de Fora: mãe e filha intoxicadas, criança de 6 anos não resiste

Uma situação dramática abalou a cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, após uma mulher de 34 anos e sua filha de apenas 6 anos serem vítimas de uma grave intoxicação. A criança, infelizmente, não resistiu e faleceu na madrugada de sexta-feira (10), enquanto a mãe segue internada em estado grave. O caso está sendo minuciosamente investigado pela Polícia Civil, que suspeita de envenenamento deliberado.

Detalhes do atendimento e transferências hospitalares

Conforme informações oficiais, ambas as vítimas deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Regional Leste na tarde de quinta-feira (9), apresentando sintomas alarmantes e idênticos. Uma enfermeira do local, percebendo a gravidade e a similaridade dos quadros, imediatamente desconfiou de envenenamento e acionou as autoridades policiais.

A menina, em estado crítico, sofreu uma parada cardiorrespiratória, precisou ser intubada e foi transferida às pressas para o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus. Apesar dos esforços médicos, ela não sobreviveu e veio a óbito nas primeiras horas da manhã seguinte. Já a mãe, que chegou consciente à unidade de saúde, também evoluiu para um quadro grave, com parada cardiorrespiratória e salivação excessiva, sintomas que espelhavam os da filha. Ela igualmente necessitou de intubação e, na manhã de sábado (11), foi transferida para o Hospital Doutor João Penido, onde permanece internada.

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Investigação policial e suspeitas de envenenamento

A 1ª Delegacia Regional de Juiz de Fora, sob o comando do delegado Vitor Fiuza, assumiu a investigação do caso. Um inquérito policial foi aberto, e os primeiros passos incluíram a solicitação de exames periciais e a realização de oitivas (depoimentos). Conforme documentos do Registro de Evento de Defesa Social (Reds) da Polícia Militar, o médico que atendeu as pacientes levantou a hipótese de envenenamento, dado o quadro clínico semelhante apresentado por ambas.

Um familiar das vítimas foi até a residência delas para buscar possíveis alimentos consumidos e retornou com um chocolate, um biscoito e um iogurte, todos já abertos. Ele relatou aos policiais que o chocolate continha partículas semelhantes a "chumbinho", um raticida ilegal e extremamente tóxico. Embora o médico não tenha visualizado essa substância nos alimentos, ele informou às autoridades que encontrou resíduos com características similares no vômito da criança, o que reforçou significativamente a suspeita de intoxicação intencional.

Coleta de provas e sigilo médico

Como parte crucial da investigação, a polícia recolheu um prato com resquícios de macarrão instantâneo que estava na casa das vítimas. Esse material foi encaminhado para análise pericial, que poderá confirmar ou descartar a presença de substâncias tóxicas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa exata do envenenamento ou os agentes envolvidos.

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pelos hospitais envolvidos, informou que não fornece atualizações sobre o estado dos pacientes, citando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A Secretaria Municipal de Saúde de Juiz de Fora apenas confirmou a transferência da mulher para o Hospital João Penido, mantendo o sigilo sobre seu quadro clínico atual.

Contexto de casos similares na região

Este trágico incidente ocorre em um contexto onde a região de Juiz de Fora e cidades próximas, como Cataguases, têm registrado casos investigados como possíveis envenenamentos. Recentemente, uma madrasta morreu após consumir feijão que ela mesma teria servido ao marido e ao enteado, supostamente contaminado. Além disso, em Juiz de Fora, uma mulher foi presa sob suspeita de envenenar cachorros. Esses episódios destacam a preocupação das autoridades com a segurança alimentar e a necessidade de investigações rigorosas para elucidar crimes dessa natureza.

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A Polícia Civil segue com as diligências, aguardando os resultados dos exames periciais para determinar as circunstâncias exatas que levaram à intoxicação da mãe e da filha, e à trágica morte da criança. A comunidade local aguarda ansiosamente por respostas, enquanto a família enfrenta a dor da perda e a incerteza sobre a recuperação da mulher.