Tragédia familiar em Juiz de Fora: criança de 6 anos morre e mãe fica grave por suspeita de envenenamento
A cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, foi palco de uma tragédia familiar que chocou a comunidade. Uma menina de apenas 6 anos perdeu a vida e sua mãe, de 34 anos, encontra-se internada em estado grave, ambos vítimas de uma suspeita de envenenamento. O caso, inicialmente registrado na Delegacia Regional, foi transferido para a Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que agora conduz as investigações com rigor.
Detalhes do ocorrido e sintomas alarmantes
Mãe e filha deram entrada na Unidade Regional Leste no dia 9 de abril, apresentando sintomas idênticos e preocupantes. A criança, após ser atendida, foi rapidamente transferida para o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, mas infelizmente não resistiu e faleceu na madrugada do dia seguinte, 10 de abril. A mãe, por sua vez, foi levada para o Hospital Doutor João Penido no último sábado, 11 de abril, onde permanece internada em condição crítica.
Os sintomas relatados incluem vômitos, salivação excessiva e, em ambos os casos, parada cardiorrespiratória, que exigiu intubação de emergência. A semelhança nos quadros clínicos levantou imediatamente a suspeita de intoxicação por alguma substância tóxica.
Investigação em andamento e coleta de evidências
A delegada Bianca Mondaini, responsável pelo caso, informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais e da necropsia para esclarecer as causas exatas da intoxicação e definir os próximos passos do inquérito. Enquanto isso, a polícia já recolheu evidências importantes, incluindo um prato com resquícios de macarrão instantâneo encontrado na residência das vítimas, localizada no bairro São Benedito. Esse material foi encaminhado para análise pericial, que poderá revelar pistas cruciais.
Um familiar das pacientes relatou à polícia que, ao buscar possíveis alimentos consumidos, encontrou um chocolate com partículas semelhantes a "chumbinho", um raticida ilegal e altamente tóxico. Embora o médico não tenha confirmado a presença da substância no alimento, ele observou resíduos com características similares no vômito da criança, reforçando a hipótese de envenenamento.
Estado de saúde da mãe e sigilo médico
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pelo Hospital Doutor João Penido, declarou que não fará atualizações sobre o estado de saúde da mãe devido às regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso mantém o caso envolto em sigilo, enquanto a família e as autoridades aguardam por desenvolvimentos.
O delegado Vitor Fiuza, da 1ª Delegacia Regional, já abriu inquérito, solicitou exames periciais e realizou oitivas para avançar na investigação. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial de envenenamento, e todas as hipóteses dependem dos resultados dos laudos.
Impacto na comunidade e próximos passos
Este incidente trágico ressalta a importância da vigilância em casos de intoxicação e a necessidade de investigações minuciosas em situações de morte suspeita. A comunidade de Juiz de Fora está em alerta, e a polícia continua a trabalhar para esclarecer os fatos, garantindo que justiça seja feita.
Enquanto aguardamos mais informações, o caso serve como um lembrete sombrio dos perigos ocultos que podem afetar famílias inocentes. A conclusão dos laudos periciais será fundamental para determinar se houve crime e, se sim, quais medidas serão tomadas.



