Coreógrafo Jhonata Gomes, 36 anos, é executado a tiros em casa em Itapuã, Salvador
Coreógrafo executado a tiros em casa em Itapuã, Salvador

Coreógrafo Jhonata Gomes é executado a tiros em invasão domiciliar em Itapuã

O corpo do coreógrafo Jhonata Carlos Gonzaga Estrela Gomes, de 36 anos, foi enterrado na manhã deste sábado (7), no Cemitério Quinta dos Lázaros, em Salvador. A cerimônia foi marcada por intensa comoção e homenagens de familiares, amigos e integrantes de quadrilhas juninas, que se reuniram para se despedir e, ao mesmo tempo, cobrar respostas sobre o crime brutal que tirou sua vida.

Detalhes do crime que chocou a comunidade

Segundo as primeiras informações das autoridades, Jhonata foi morto a tiros na noite de sexta-feira (6), dentro da casa onde morava, na Rua Santana, em Itapuã. A residência foi arrombada por homens armados, que invadiram o local enquanto ele estava com a esposa. A mulher conseguiu fugir ao pular a janela do quarto, mas Jhon, que tentou escapar pelo mesmo caminho, foi alcançado no corredor externo, baleado e não resistiu aos ferimentos. Os suspeitos fugiram do local imediatamente após o ataque.

Vida e legado do coreógrafo conhecido como Jhon

Jhon, como era carinhosamente conhecido, trabalhava como porteiro em uma escola em Itapuã e também dirigia para aplicativos de transporte. No entanto, sua grande paixão era a arte: ele atuava como coreógrafo da quadrilha junina mirim Germe da Era, criada por sua família no bairro de Pero Vaz, onde ele estava envolvido desde a infância. O grupo é amplamente reconhecido pelo trabalho social com crianças e adolescentes, promovendo cultura e cidadania na comunidade.

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Familiares e amigos, ainda abalados, afirmam que Jhon não tinha qualquer envolvimento com a criminalidade. Eles descrevem o crime como uma execução sumária e exigem uma investigação rigorosa por parte das autoridades. Todos destacam sua conduta exemplar e o trabalho comunitário que ele desenvolvia há anos, impactando positivamente a vida de muitos jovens.

Repercussão política e pedidos por justiça

A deputada estadual Olivia Santana comentou a morte nas redes sociais, expressando estar "chocada" com o ocorrido. Ela destacou o papel fundamental de Jhon no trabalho com crianças das comunidades da Liberdade e de Pero Vaz, lembrando que, no São João passado, a filha do coreógrafo, de apenas 10 anos, emocionou o público ao narrar o enredo da quadrilha – texto que ela aprendeu com o pai, que a treinava sempre que chegava do trabalho.

Olivia também ressaltou que Jhon era o braço direito de sua mãe, Ninha, que herdou a quadrilha de Dona Naná, uma figura tradicional do bairro da Liberdade. A parlamentar lamentou que Ninha se some agora ao triste grupo de mães negras que perderam filhos para a violência urbana, finalizando com um apelo: "Que a justiça seja feita", enquanto prestava solidariedade à família e às crianças da quadrilha.

Investigações em andamento pelas polícias

A Polícia Militar informou que policiais do 32º BPM foram acionados na madrugada de sexta-feira (6) para apurar denúncias de disparos de arma de fogo na Rua Santana, nº 29, em Itapuã. No local, encontraram um homem ferido por tiros, que não resistiu aos ferimentos. A área foi imediatamente isolada e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia.

Já a Polícia Civil detalhou que equipes do SILC/DHPP foram acionadas na sexta-feira (6) para investigar a morte de Jhonata e a tentativa de homicídio contra uma mulher. De acordo com informações preliminares, a casa foi arrombada por suspeitos armados, que atiraram contra Jhonata e fugiram em seguida. O caso está sob a responsabilidade da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), que segue realizando oitivas e diligências para identificar os autores e esclarecer todas as circunstâncias deste crime que abalou a comunidade local.

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