Chacota motivou assassinato brutal de idoso decapitado em Guarapari, diz polícia
Chacota motivou assassinato de idoso decapitado em Guarapari

Chacota teria motivado assassinato brutal de idoso decapitado em Guarapari, segundo Polícia Civil

Um crime chocante em Guarapari, no Espírito Santo, teve como motivação uma simples chacota, conforme revelações da Polícia Civil. Willian Santos Manzoli, de 28 anos, confessou ter assassinado Dante Brito Michelini, de 76 anos, após ser ridicularizado por ter apanhado da vítima em um confronto anterior. O corpo de Michelini, conhecido como "Dantinho", foi encontrado decapitado e carbonizado em um sítio na localidade de Meaípe no dia 3 de fevereiro, desencadeando uma investigação minuciosa.

Detalhes macabros do crime e comportamento do suspeito

Segundo o delegado Fabrício Dutra, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), Manzoli não apenas cometeu o assassinato, mas também retornou ao local do crime no dia seguinte. Lá, ele sentou-se ao lado do cadáver decapitado, fumou um cigarro de maconha e dirigiu frases provocativas ao corpo, como "Viu só, Jack?", uma gíria usada para se referir a estupradores. O suspeito ainda teria urinado na vítima, demonstrando um perfil de extrema violência e falta de remorso.

Em uma reconstituição não oficial realizada na manhã de quarta-feira (11), Manzoli informou à polícia que decapitou Michelini enquanto ele ainda estava vivo, aumentando o horror do caso. "Ele sofreu muito. Teve a cabeça cortada quando estava vivo", destacou o delegado Dutra, enfatizando a brutalidade do ato. A cabeça da vítima foi posteriormente localizada por mergulhadores do Corpo de Bombeiros a cerca de quatro metros de profundidade em um canal de Guarapari, após o suspeito tentar descartá-la amarrada a uma pedra.

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Dinâmica do crime e histórico da vítima

A investigação aponta que Manzoli já se escondia na propriedade de aproximadamente 51 mil metros quadrados dias antes do crime, utilizando ferramentas como um alicate para entrar. Praticante de capoeira, ele usou suas habilidades de luta para derrubar e imobilizar Michelini durante uma luta corporal. O delegado descreveu a ação como extremamente violenta, com o suspeito se mostrando orgulhoso por ter matado alguém que considerava um "Jack".

Dante Michelini tinha um histórico controverso, pois foi um dos acusados e posteriormente absolvido pela Justiça no emblemático caso da morte da menina Araceli Cabrera Crespo, ocorrido em 1973. Araceli, de 8 anos, foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, um crime que nunca teve responsáveis punidos e que levou à instituição do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em 18 de maio.

Prisão do suspeito e andamento das investigações

Willian Santos Manzoli foi preso no dia 28 de janeiro por descumprir uma medida protetiva relacionada à Lei Maria da Penha na Bahia. A polícia chegou até ele através do cruzamento de informações sobre furtos na região, notando que ele possuía feridas nas mãos compatíveis com as pauladas desferidas por Michelini durante a briga. Até o momento, as armas usadas no crime não foram localizadas, e o corpo da vítima permanece no Instituto Médico Legal (IML) para possíveis coletas de material genético, com a família aguardando a liberação para realizar uma cremação.

O caso continua sob investigação, com a polícia analisando a rotina de Michelini e ouvindo familiares e conhecidos para entender os últimos momentos antes de sua morte. A tragédia em Guarapari ressalta não apenas a violência urbana, mas também as complexas relações humanas que podem levar a atos brutais, deixando a comunidade em alerta e buscando justiça.

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