Chacina em padaria de Ribeirão das Neves: vítimas serão sepultadas nesta sexta-feira
A comunidade de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se prepara para um dia de luto nesta sexta-feira (6). As três vítimas mortas a tiros dentro de uma padaria no bairro Lagoa serão veladas e sepultadas em diferentes locais da Grande BH. Os horários e locais das cerimônias foram divulgados pelas famílias das mulheres assassinadas.
Detalhes dos velórios e sepultamentos
As famílias organizaram os seguintes rituais fúnebres para homenagear as vítimas:
- Nathiely Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos: o velório começa a partir das 8h30 no Cemitério Porto Seguro, em Ribeirão das Neves, com o enterro marcado para as 10h30.
- Emanuely Geovana Rodrigues Seabra, de 14 anos: será velada a partir de 12h, na Igreja Pentecostal Restaurando Almas, no bairro Piratininga, em Belo Horizonte, e o sepultamento ocorrerá às 16h30, no Cemitério da Paz.
- Yone Ferreira Costa, de 56 anos: o velório acontece no Cemitério da Saudade, na Região Leste da capital, a partir das 10h30, com o enterro previsto para as 14h.
Relembre o caso da chacina na padaria
O crime ocorreu na tarde de quarta-feira (4), quando um adolescente de 17 anos, ex-namorado de Nathielly, entrou armado na padaria e iniciou uma discussão por ciúmes com a jovem, que trabalhava no caixa. Durante o desentendimento, ele também atirou contra Yone Ferreira Costa, cliente do estabelecimento, e contra Emanuely Geovana Rodrigues Seabra, filha do dono da padaria. As três vítimas não resistiram aos ferimentos.
Emanuely chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Risoleta Neves, mas infelizmente não sobreviveu. Após o ataque, o suspeito fugiu de motocicleta, mas foi rapidamente localizado e apreendido pela polícia. Ele foi autuado em flagrante por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado, e as investigações seguem em andamento para apurar todos os detalhes do caso.
Situação do adolescente suspeito
Segundo informações da Polícia Civil, o adolescente de 17 anos será apresentado ao Ministério Público, que terá a responsabilidade de decidir sobre uma possível internação no sistema socioeducativo. Um advogado criminalista consultado pela TV Globo explicou que, inicialmente, o jovem deve ficar internado provisoriamente por até 15 dias, enquanto as investigações avançam e mais evidências são coletadas.
O Ministério Público foi procurado para comentar o caso, mas não respondeu até a última atualização das informações. Enquanto isso, a mãe do suspeito nega veementemente que o filho tenha cometido o crime, embora seu nome não tenha sido divulgado publicamente.
A chacina chocou a região e levantou discussões sobre violência doméstica e segurança pública, com a comunidade local se unindo em apoio às famílias enlutadas durante este período difícil.



