Chacina em padaria de Ribeirão das Neves: adolescente é suspeito de matar ex-namorada e mais duas vítimas
Chacina em padaria: adolescente mata ex-namorada e mais duas em Ribeirão das Neves

Chacina em padaria de Ribeirão das Neves: adolescente é suspeito de matar ex-namorada e mais duas vítimas

A cidade de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi palco de uma tragédia chocante nesta quarta-feira (4). Um adolescente de 17 anos foi apreendido pela Polícia Militar sob suspeita de cometer uma chacina em uma padaria local, resultando na morte de três mulheres: sua ex-namorada e outras duas vítimas, incluindo uma adolescente de 14 anos. O crime, marcado por violência e crueldade, deixou a comunidade em estado de luto e indignação.

Como o crime aconteceu

De acordo com relatos da Polícia Militar, o suspeito, utilizando touca e capacete, adentrou o estabelecimento comercial armado e iniciou uma discussão com sua ex-namorada, de 16 anos, motivado por ciúmes. Em seguida, efetuou disparos contra a jovem, atingindo-a com tiros na cabeça e no braço. Não contente, o atirador voltou sua arma para outras duas mulheres que tentaram intervir em defesa da vítima inicial: uma cliente de 56 anos e uma adolescente de 14 anos, filha do dono da padaria. Ambas foram baleadas, e a mais jovem, apesar de socorrida em estado grave, não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital Risoleta Tolentino Neves.

Quem são as vítimas

As três vítimas fatais foram identificadas como:

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  • Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, ex-namorada do suspeito e funcionária da padaria, que estava no caixa no momento do ataque.
  • Ione Ferreira Costa, de 56 anos, cliente do estabelecimento, que foi atingida por dois tiros nas costas.
  • Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, prima de Nathielly e filha do proprietário da padaria, que também trabalhava no caixa e sofreu perfurações na cabeça, braço e perna.

O crime ceifou vidas em plena luz do dia, evidenciando a brutalidade do ato e deixando famílias devastadas pela perda.

Discussão por ciúmes e apreensão do suspeito

Testemunhas presentes no local relataram que a discussão entre o suspeito e Nathielly teve origem em ciúmes, um motivo fútil que culminou em tragédia. Após efetuar os disparos, o adolescente fugiu em uma motocicleta, mas foi localizado pela Polícia Militar após diligências. A apreensão foi facilitada por versões divergentes de parentes sobre o horário de sua chegada em casa, o que levantou suspeitas sobre sua participação no crime. Por ser menor de idade, ele foi conduzido à 1ª Delegacia da Polícia Civil para prestar depoimento na presença de um representante legal.

Suspeito sorriu e debochou após crime

Um detalhe perturbador registrado no boletim de ocorrência da Polícia Militar revela que o suspeito teria sorrido e feito gestos de deboche após o crime. Segundo uma testemunha, ele se aproximou dela, que suplicou para não ser morta, e respondeu com um sorriso, colocando os polegares nas bochechas e mostrando a língua. Esse comportamento insensível sugere uma frieza alarmante e levanta questões sobre o estado mental do adolescente no momento do ataque.

Investigação em andamento

A Polícia Civil de Minas Gerais mobilizou a perícia oficial para coletar vestígios e informações que subsidiem a investigação. O adolescente foi autuado em flagrante por ato infracional ao crime de homicídio qualificado, e a apuração segue para determinar se há elementos de feminicídio, o que poderia alterar a tipificação do caso. A instituição reforça que todos os esforços estão sendo envidados para elucidar os fatos e garantir justiça às vítimas e suas famílias.

O que diz a mãe do suspeito

A mãe do adolescente, que não teve a identidade revelada, nega veementemente que seu filho tenha cometido o crime. Em declarações, ela defende a inocência do jovem, contrastando com as evidências apresentadas pelas autoridades policiais. Essa posição familiar adiciona um elemento de conflito ao caso, enquanto a investigação busca a verdade dos fatos.

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O que deve acontecer com o suspeito

Conforme a legislação brasileira, por ser menor de 18 anos, o suspeito será apresentado ao Ministério Público, que avaliará a possibilidade de internação no sistema socioeducativo. Especialistas em direito criminal indicam que ele poderá ficar internado provisoriamente por até 15 dias, aguardando o desenrolar das investigações. A decisão final dependerá das conclusões da apuração policial e do entendimento do Ministério Público sobre a gravidade do ato.

Este caso trágico em Ribeirão das Neves ressalta a urgência de debates sobre violência de gênero, segurança pública e a eficácia do sistema socioeducativo. A comunidade local clama por justiça, enquanto as famílias das vítimas enfrentam o doloroso processo de luto e busca por respostas.