Uma briga envolvendo pelo menos 10 hóspedes de um hotel em Presidente Prudente (SP) terminou com a morte de um homem de 28 anos na madrugada de domingo (24). A motivação teria sido a acusação de que a vítima teria furtado um remédio tarja preta. A Polícia Civil informou que todos os envolvidos estavam hospedados em um hotel localizado na Avenida Brasil, no Centro da cidade.
Antecedentes da briga
Segundo apuração do g1, a equipe de funcionários de uma empresa que presta serviços de inventário para drogarias era composta por 13 pessoas, todas hospedadas no mesmo hotel. A situação começou quando o homem de 28 anos apresentou comportamento alterado. Testemunhas disseram à polícia que a vítima teria pegado um remédio da farmácia onde a equipe realizava o inventário.
O homem teria misturado um xarope analgésico com outras substâncias para causar alterações no comportamento. Outros funcionários alegaram o furto, momento em que a discussão começou, a menos de 100 metros do hotel. De acordo com a apuração, outros funcionários viram a situação e entraram na briga.
Desfecho trágico
Momentos depois, o corpo da vítima foi encontrado pela Polícia Militar, acionada por funcionários do hotel. A vítima apresentava perfurações pelo corpo e teve a morte constatada no local. Testemunhas relataram que ele se desentendeu com diversos colegas, agredindo verbal e fisicamente outro homem de 26 anos.
O rapaz agredido pela vítima confessou à polícia ter esfaqueado o homem com um canivete, alegando legítima defesa. Ele foi encaminhado à delegacia e permaneceu preso, suspeito de homicídio.
Investigação policial
Segundo a Polícia Civil, o grupo estava visivelmente alterado pelo uso de álcool ou drogas. As testemunhas presentes foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos. A ocorrência foi registrada no Plantão da Delegacia Participativa de Presidente Prudente para providências da Polícia Judiciária.
Os responsáveis pelo hotel informaram que não vão se manifestar, pois o caso ocorreu fora das dependências do estabelecimento. O g1 entrou em contato com a empresa responsável pelos funcionários, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.



