Amigo de idosa encontrada morta é liberado após prestar esclarecimentos à polícia
Amigo de idosa morta é liberado após esclarecimentos

O amigo de Milce Daniel Pessoa, a idosa de 72 anos encontrada morta em uma área de mata após sete dias desaparecida em Bayeux, na Grande João Pessoa, foi liberado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (29) depois de prestar esclarecimentos. Willis Cosmo, que era a última pessoa conhecida a ter visto a vítima, não é considerado suspeito no caso, mas continuará colaborando com as investigações.

Esclarecimentos e exames pendentes

De acordo com o delegado Douglas García, responsável pelo caso, o homem foi ouvido e liberado, não sendo tratado como investigado. A polícia aguarda os resultados dos exames de necrópsia e toxicológicos realizados no corpo da idosa para determinar a causa da morte, que pode ser natural ou violenta, incluindo a possibilidade de envenenamento. “O senhor Willis não é investigado ainda, não figura como investigado e está sendo colaborativo com a polícia. Somente com as provas técnicas vamos direcionar nossa investigação e modificar ou não nosso inquérito. Até então, nosso inquérito segue sobre desaparecimento, podendo mudar para morte natural ou homicídio, a depender do que a perícia emitir no laudo”, explicou o delegado.

Divergências em depoimentos

Antes do corpo ser localizado, a polícia já havia identificado divergências nos depoimentos de Willis, especialmente em relação aos horários. Segundo García, o homem afirmou que, após sair do Hospital Metropolitano por volta das 10h30 ou 11h, ele e a idosa foram para uma região de mata colher mangas, chegando ao local às 13h. No entanto, a polícia refez o trajeto e constatou que o percurso não levaria mais de 15 minutos. “Isso causou muito estranhamento”, afirmou o delegado. Willis foi confrontado com essas inconsistências e suas respostas serão verificadas com outras testemunhas e câmeras de segurança.

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Proteção contra retaliação

Devido à grande repercussão do caso na mídia e nas redes sociais, a polícia adotou medidas para proteger Willis de possíveis retaliações populares. Agentes foram enviados para buscá-lo e levá-lo à delegacia sempre que necessário. “Diversas pessoas são de interesse da investigação, mas não apontamos ninguém como principal suspeito. Temos a responsabilidade de garantir os direitos individuais de qualquer pessoa envolvida”, ressaltou García.

Perícias em andamento

Na segunda-feira (27), peritos do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) realizaram perícias no carro e na casa de Willis. No veículo, foram encontrados fios de cabelo e um pedaço de tecido na mesma cor do vestido que a idosa usava no dia do desaparecimento. O material foi recolhido para análise laboratorial. A perita Elaine Soares explicou que a perícia busca microvestígios, como manchas de sangue e pelos, que possam estar relacionados ao caso. A casa do homem também foi periciada, mas a polícia não detalhou os motivos específicos para essas buscas.

Desaparecimento e localização do corpo

Milce Daniel Pessoa desapareceu na manhã da quarta-feira (22) após acompanhar Willis a uma consulta médica no Hospital Metropolitano. Segundo a filha da idosa, o amigo disse que ambos foram colher mangas em uma região de mata, mas ao se abaixar para pegar a fruta, ele não a viu mais. As buscas envolveram o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e cães farejadores. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, mas o genro da vítima o reconheceu por características como a roupa, a cor das unhas e as maçãs do rosto. A polícia agora aguarda os laudos periciais para concluir a investigação.

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