Ministro da Justiça afirma que preocupações da PF foram consideradas no PL Antifacção
Preocupações da PF foram consideradas no PL Antifacção, diz ministro

Ministro da Justiça esclarece inclusão de preocupações da PF no PL Antifacção

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, garantiu nesta quarta-feira (25) que as preocupações legítimas da Polícia Federal foram devidamente contempladas nas sugestões encaminhadas pelo Ministério da Justiça ao texto do Projeto de Lei Antifacção. A declaração foi feita durante entrevista ao Estúdio I, um dia após a aprovação do projeto pela Câmara dos Deputados na terça-feira (24).

Processo acelerado e consultas limitadas

Lima e Silva reconheceu que o processo de votação apresentou muitas singularidades e que o prazo disponível foi considerado exíguo. Ele explicou que a equipe do Ministério da Justiça trabalhou intensamente de um domingo até quase meia-noite para preparar as proposições. O relatório final só foi disponibilizado no sistema às 18 horas, com a votação começando às 20 horas, deixando apenas duas horas para análise completa do texto.

"Num intervalo de horas, nós trabalhamos no Ministério da Justiça de um domingo até quase meia-noite e seguimos. Você não tem como consultar cada pessoa a cada instante, até porque o relatório foi apresentado às 18 horas e a votação começou às 20. Então, nós só tivemos certeza de qual seria o texto duas horas antes da votação", afirmou o ministro.

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Questão específica do modelo de repartição

Sobre a questão específica do modelo de repartição que preocupava a Polícia Federal, Lima e Silva foi enfático: "Só se tinha certeza de qual seria o teor do relatório quando ele foi colocado no sistema às 18 horas, mas observe, Andréia, independentemente disso, todas as preocupações, inclusive esta da Polícia Federal, que é legítima no que diz respeito ao modelo de repartição, elas foram objetos, inclusive, de ponderação específica nas proposições que levamos".

PEC da Segurança como nova oportunidade para financiamento

O ministro também abordou a retirada da proposta de taxação das apostas esportivas (bets) para financiar ações na área de segurança pública. Ele afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, prevista para ser apreciada nas próximas semanas, representará uma nova oportunidade para discutir o financiamento do setor.

"Obviamente que todo o dinheiro que puder ser direcionado para a segurança pública neste momento atende a um anseio e uma reivindicação da população brasileira. Não é razoável que o tema que aflige a maior parte da população, segundo apontam as pesquisas, não tenha, por parte de todos os atores, a disponibilidade máxima em incrementar esse financiamento", declarou Lima e Silva.

Ele reforçou que o incremento no financiamento da segurança pública é uma demanda urgente da sociedade brasileira, que precisa ser priorizada por todos os envolvidos no processo político e administrativo.

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