Oposição protocola novo pedido de impeachment contra Toffoli no Congresso
Novo pedido de impeachment contra Toffoli é protocolado

Oposição protocola novo pedido de impeachment contra Toffoli no Congresso

Parlamentares do partido Novo protocolaram nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, mais um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação ocorre como uma reação direta ao pedido feito pela Polícia Federal ao Supremo para que o magistrado deixasse a relatoria do caso envolvendo o Banco Master.

Contexto do pedido da Polícia Federal

Na quarta-feira anterior, a Polícia Federal solicitou formalmente ao presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin, a suspeição de Toffoli nas investigações relacionadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A PF identificou menções ao ministro no celular do banqueiro, levantando questões sobre possíveis vínculos que poderiam comprometer a imparcialidade do relator.

Em resposta, o gabinete do ministro Toffoli emitiu uma nota afirmando que o pedido da PF é baseado em "ilações" e que a corporação não teria legitimidade para solicitar a suspeição, por não ser parte formal no processo. Toffoli também negou publicamente, na manhã desta quinta-feira, qualquer relação de amizade com o banqueiro Daniel Vorcaro.

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Declarações do presidente do Novo

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou que "não dá mais pra fingir surpresa" com a situação. Ele acrescentou que, "em qualquer país sério, Toffoli já teria sido afastado, estaria sob investigação e, diante das evidências, provavelmente preso". Essas afirmações refletem a crescente pressão política sobre o ministro e destacam a gravidade das alegações em jogo.

Implicações políticas e judiciais

Este novo pedido de impeachment surge em um momento de tensão entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com potenciais impactos significativos:

  • Aumento do escrutínio público sobre a atuação de ministros do STF.
  • Possíveis desdobramentos nas investigações do caso Master, que envolvem suspeitas de irregularidades financeiras.
  • Reforço dos debates sobre a independência e a transparência do sistema judiciário brasileiro.

O caso continua a evoluir, com expectativa de novas movimentações tanto no Congresso Nacional quanto no Supremo Tribunal Federal nas próximas semanas.

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