MPF e PF investigam esquema de corrupção na Polícia Civil de São Paulo
MPF e PF investigam corrupção na Polícia Civil de SP

Operação Bazzar desmantela esquema de corrupção na Polícia Civil paulista

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil, deflagraram nesta quinta-feira (5) a Operação Bazzar, que investiga um esquema sistêmico de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo policiais civis do estado de São Paulo. A ação resultou na prisão de nove pessoas, incluindo um delegado, investigadores, uma doleira e um advogado, suspeitos de cobrar propinas para encerrar inquéritos de crimes financeiros.

Governador classifica caso como pontual, mas valores chegam a R$ 33 milhões

Durante agenda em Bauru, no interior paulista, o governador em exercício, Felicio Ramuth (PSD), comentou a operação, classificando-a como um caso pontual que não representa a instituição como um todo. "É um caso pontual, ele não significa que a Polícia Civil esteja envolvida, mas envolve quatro policiais, e repito, foi uma investigação conjunta da Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público, para que a gente pudesse atuar e tomar as devidas providências", afirmou Ramuth em entrevista à TV TEM.

No entanto, as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF revelaram que as cobranças de propina atingiram valores astronômicos, chegando a R$ 33 milhões. O esquema operava em departamentos estratégicos da Polícia Civil, como o Departamento de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Modus operandi incluía extorsões em hangar e distritos policiais

Segundo a Polícia Federal, as extorsões eram cometidas em locais específicos:

  • No hangar do Serviço Aerotático da Polícia Civil, localizado no Campo de Marte.
  • No 16º Distrito Policial (DP), na Vila Clementino, com alguns policiais posteriormente transferidos para o 35º DP, no Jabaquara, onde continuaram as cobranças.

Além dos policiais, advogados e operadores financeiros também participavam do esquema criminoso, facilitando a lavagem de dinheiro e a estruturação das transações ilícitas. A operação apreendeu quantias significativas em dinheiro, incluindo valores encontrados em gavetas de policiais alvos das buscas.

Governador promete medidas duras e visita instalações em Bauru

Ramuth, que esteve em Bauru para visitar as instalações do futuro Centro TEA Paulista e o Hospital das Clínicas, enfatizou a rigorosa resposta do governo estadual. "Pode ter certeza que ao longo da apuração, as medidas que nós tomaremos como governo do Estado serão tão duras quanto os crimes que esses maus profissionais cometeram", declarou o governador em exercício.

A Operação Bazzar destaca a colaboração interinstitucional entre MPF, PF e Corregedoria, visando combater a corrupção dentro das forças policiais. As investigações continuam para apurar a extensão total do esquema e identificar outros possíveis envolvidos, reforçando o compromisso com a transparência e a integridade no serviço público.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar