A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez um apelo público pela concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em declarações à imprensa na entrada do hospital onde ele está internado para exames, ela argumentou que, aos 70 anos, ele "deveria estar em casa e não na solitária".
Queda e preocupação com medicamentos
Michelle Bolsonaro revelou que o ex-mandatário sofreu uma queda, possivelmente em virtude da potência dos medicamentos que vem tomando durante o período de prisão. A ex-primeira-dama, no entanto, não soube precisar a data exata do incidente nem o tempo decorrido entre a queda e a comunicação aos agentes da Polícia Federal.
"Eu gostaria de saber exatamente o momento em que foi aberto o quarto dele, que é aberto exatamente às 8h para o medicamento… Não tem agilidade para atendê-lo numa emergência", criticou Michelle, referindo-se à rotina carcerária.
Defesa da prisão domiciliar e estado de saúde
Emocionada, Michelle Bolsonaro foi enfática ao defender a mudança na condição do ex-marido. "Quero cuidar do meu marido", declarou. Ela descreveu Jair Bolsonaro como abalado e com muitas dores, destacando sua resistência ao sofrimento.
"O Jair é uma pessoa que acostumou a viver com a dor. Desde 2018, ele está nessa zona de sofrimento e trabalha no modo sobrevivência", afirmou a ex-primeira-dama, traçando uma linha temporal que remonta ao atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha eleitoral daquele ano.
Contexto e repercussão
As declarações foram dadas no dia 7 de janeiro de 2026, por volta das 17h02, e atualizadas minutos depois, às 17h05. A situação coloca em foco novamente as condições de encarceramento de figuras públicas idosas e os protocolos de emergência nos regimes prisionais.
A defesa de Michelle Bolsonaro reforça o pedido formal que a equipe jurídica do ex-presidente já vinha protocolando junto à Justiça, baseando-se em argumentos de saúde e idade. O caso continua a gerar debates sobre os limites e as formas de execução penal no país.