Mulher é condenada por fraudar Bolsa Família ao declarar renda inferior no Piauí
Fraude no Bolsa Família: mulher condenada por declarar renda inferior

Mulher é condenada por fraudar programa Bolsa Família ao declarar renda inferior no Piauí

Uma mulher foi condenada pela Justiça Federal por fraudar o programa Bolsa Família e receber indevidamente cerca de R$ 12.860 em Nossa Senhora dos Remédios, no Piauí. De acordo com o Ministério Público Federal, ela declarou uma renda "muito inferior" à realmente recebida pela sua família, embora seu nome não tenha sido divulgado pelas autoridades.

Fraude no CadÚnico entre 2018 e 2021

Segundo as investigações do MPF, a mulher inseriu informações falsas no Cadastro Único (CadÚnico) entre os anos de 2018 e 2021, com o objetivo de continuar recebendo o benefício social de forma irregular. A condenação foi por estelionato majorado, que ocorre quando a fraude é praticada contra alguém mais vulnerável ou utilizando meios que agravam o crime, resultando em pena aumentada em comparação ao estelionato comum.

Decisão judicial aponta conduta consciente e repetida

Na sentença, a 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí destacou que a acusada declarou valores significativamente menores, especialmente em relação à renda do companheiro. "O juízo afirmou que a acusada continuou recebendo o benefício mesmo com renda familiar acima do limite permitido, o que demonstra intenção de obter vantagem indevida", explicou o MPF.

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A decisão judicial ressaltou que não se tratou de um erro isolado, mas de uma conduta consciente e repetida, suficiente para caracterizar a intenção de cometer o crime. Isso reforça a gravidade da fraude contra programas sociais destinados a populações vulneráveis.

Penas aplicadas pela Justiça Federal

Além de ser condenada a ressarcir o valor mínimo de R$ 12,8 mil aos cofres públicos, a mulher terá que prestar serviços comunitários. Essa medida substitui uma pena de prisão de um ano, seis meses e 20 dias, conforme determinado pela Justiça Federal.

Este caso serve como alerta sobre as consequências legais de fraudar programas de assistência social, destacando a importância da fiscalização e da transparência no uso de recursos públicos.

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