Ex-vereador Gilvani o Gringo deixa prisão preventiva por motivos de saúde no RS
Ex-vereador Gilvani o Gringo deixa prisão por saúde no RS

Ex-vereador Gilvani o Gringo deixa prisão preventiva por motivos de saúde no RS

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou, nesta segunda-feira (20), um pedido de habeas corpus e autorizou que o ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gilvani o Gringo, deixe a prisão preventiva para cumprir prisão domiciliar. Ele havia sido preso na última sexta-feira (17) durante uma operação da Polícia Civil que investiga suspeitas de fraudes em licitações públicas.

Decisão baseada em estado de saúde grave

Na decisão, o Tribunal de Justiça levou em consideração o estado de saúde do ex-parlamentar. De acordo com o entendimento, Gilvani apresenta um quadro respiratório considerado grave, comprovado por laudos médicos anexados ao processo. Segundo os documentos, ele necessita de acompanhamento contínuo e faz uso diário, durante a noite, de um aparelho para Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP), que depende de fornecimento regular de energia elétrica e de condições mínimas de ambiente para funcionamento adequado.

Diante do cenário, a Justiça optou pela substituição da medida pela prisão domiciliar, mantendo as cautelares já determinadas anteriormente. A decisão também prevê que, caso as condições impostas não sejam cumpridas, a prisão preventiva poderá ser restabelecida imediatamente. O TJRS destacou que a medida busca conciliar dois pontos: assegurar o andamento das investigações, especialmente diante da possibilidade de obstrução, e preservar a saúde do investigado.

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Prisão e investigação sobre fraudes em licitações

Gilvani o Gringo foi preso preventivamente durante uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações para prestação de serviços públicos. A ação resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, quatro deles em endereços ligados a familiares do ex-vereador, que também são apontados como suspeitos de participação no esquema.

O advogado Diego Romero, que representa o ex-vereador, informou que irá se manifestar após ter acesso ao conteúdo completo da investigação. Durante a operação, os policiais apreenderam ao menos seis veículos, incluindo carros de marcas de luxo como Mercedes-Benz e Volvo. Alguns dos modelos recolhidos têm valor de mercado que pode ultrapassar R$ 400 mil quando novos. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 2,5 milhões e tornou indisponíveis imóveis ligados aos investigados.

Operação apura esquema de direcionamento de contratos

A ofensiva da Polícia Civil apura suspeita de fraudes em licitações. As contratações sob investigação envolvem a prestação de serviços de desobstrução de redes pluviais e de esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos. Segundo o delegado Augusto Zenon, Gilvani coordenaria um esquema para se inscrever com mais de uma empresa para licitações, com o objetivo de direcionar contratos públicos.

A suspeita é de que as empresas estivessem em nome de laranjas ligados ao ex-parlamentar. Conforme os agentes, não há servidores envolvidos no esquema. As investigações se baseiam em seis contratos assinados, com valores que somam mais de R$ 2,5 milhões. A operação apura ainda os crimes de associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e material e uso de documento falso.

Mandato cassado por quebra de decoro parlamentar

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre cassou o mandato de Gilvani Dall Oglio por quebra de decoro parlamentar em dezembro de 2025. Foram 26 votos pela perda do mandato, três contra e quatro abstenções. O vereador seria o controlador de uma empresa que presta serviços para o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e, conforme parecer da Comissão de Ética da Câmara, isso configura violação da Lei Orgânica da Capital.

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