Ex-presidente da FCC é acusado de investir R$ 700 milhões sem autorização do conselho
O advogado Fernando Calza de Salles Freire, ex-presidente da Fundação Carlos Chagas (FCC), enfrenta acusações graves da atual diretoria da instituição. Segundo relatos, ele teria descumprido normas estatutárias ao investir aproximadamente 700 milhões de reais em Cédulas de Crédito Bancário e debêntures de empresas que, posteriormente, entraram em recuperação judicial ou faliram.
Investimentos polêmicos e falta de aval
A FCC, conhecida por organizar alguns dos principais concursos públicos e processos seletivos do Brasil, afirma que esses aportes foram realizados sem a devida autorização do conselho curador. Isso levanta questões sobre a gestão financeira e a transparência na instituição, que desempenha um papel crucial na seleção de profissionais para o setor público.
Em resposta às acusações, Salles Freire, quando procurado por VEJA, defendeu suas ações. Ele argumenta que promoveu ajustes na política de investimentos da fundação e sustenta que o conselho tinha ciência de todas as aplicações feitas durante seu mandato. No entanto, a diretoria atual contesta essa versão, destacando a falta de documentação formal que comprove a aprovação dos investimentos.
Impacto na credibilidade da FCC
Este caso pode ter repercussões significativas na credibilidade da Fundação Carlos Chagas, especialmente considerando sua importância na condução de concursos públicos em todo o país. A situação também reflete desafios mais amplos na governança corporativa e na fiscalização de investimentos em instituições sem fins lucrativos.
As investigações continuam, e especialistas alertam para a necessidade de maior rigor nos controles internos para evitar futuros incidentes similares. A comunidade acadêmica e os candidatos a concursos públicos acompanham de perto os desdobramentos, preocupados com a integridade dos processos seletivos geridos pela FCC.