Deputado é flagrado comemorando licitação de hospital e gera suspeita de conflito de interesses
Deputado comemora licitação de hospital e levanta suspeitas

Deputado estadual é flagrado em vídeo comemorando licitação de hospital e suspeita de conflito de interesses surge

Um vídeo que circulou nesta terça-feira (17) mostrou o deputado estadual Valmir Moretto, do Republicanos, comemorando o resultado de uma licitação durante a assinatura da ordem de serviço do Hospital Regional de Pontes e Lacerda, localizado a 483 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso. A gravação, feita em um evento oficial, levantou fortes suspeitas de um possível conflito de interesses, já que o parlamentar foi flagrado com o microfone aberto, comentando o resultado em tom de celebração.

Detalhes do vídeo e declaração polêmica do deputado

No vídeo, Valmir Moretto cita as empresas vencedoras da licitação e afirma: “duas, a Agrimat e uma a minha. Tá autorizado”. A declaração rapidamente gerou repercussão nas redes sociais e entre a opinião pública, pois a legislação brasileira proíbe expressamente que parlamentares mantenham contratos com o poder público durante o exercício do mandato. Isso levou a questionamentos sobre uma possível participação indireta do deputado em empresas contratadas, o que configuraria um conflito de interesses.

Em resposta às acusações, o deputado divulgou uma nota na qual atribui a expressão a um “vício de linguagem”, relacionado à sua experiência anterior no setor da construção civil. Moretto afirmou que deixou a empresa da qual foi fundador em 2018, antes de assumir o mandato, e que desde então não possui qualquer vínculo ou participação em negócios. Ele ressaltou ainda que os processos licitatórios são conduzidos com transparência e dentro dos critérios técnicos e legais, reafirmando seu compromisso com a legalidade e o desenvolvimento da região Oeste de Mato Grosso.

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Repercussão política e posicionamento da Assembleia Legislativa

A polêmica ganhou dimensão política, com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se posicionando sobre o caso. O presidente da Casa, Max Russi, do PSB, comentou que, pelo que entendeu, o deputado estava comemorando a obra do hospital regional, um projeto pelo qual ele trabalhou intensamente, inclusive com emendas para a compra do terreno. No entanto, Russi destacou que a lei é clara ao proibir parlamentares de manter empresas prestando serviços ao Estado e que qualquer suspeita deve ser apurada com responsabilidade por órgãos de controle, como o Ministério Público.

Até o momento, não há confirmação de irregularidade formal, mas o Ministério Público informou que aguarda ser acionado para avaliar a abertura de uma investigação. A situação continua sob escrutínio, com debates sobre ética e transparência na administração pública, enquanto a população aguarda por esclarecimentos mais detalhados.

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